Prédio: Escola Superior de Educação Física de Goiás
Sala: Sala de Vídeo
Data: 2009-06-11 09:00 – 09:15
Última alteração: 2009-06-10
Resumo
Atualmente, nas instituições bancárias brasileiras, encontramos um duplo movimento: de um lado, os banqueiros com poder político e econômico que lhes assegura lucros de bilhões de reais anualmente; e de outro os trabalhadores, que enfrentam formas cada vez mais intensas de dominação do trabalho e enfraquecimento de suas capacidades de resistências. Somam-se a este cenário, as LER, terceirizações, precarizações do trabalho, doenças mentais, temor diário pelo desemprego e suicídios. Distante deste quadro de sofrimentos vem crescendo na Educação Física as propostas de ginástica laboral, que a nosso ver, oferecem práticas corporais que apenas compensam a deteriorização orgânica e psíquica dos trabalhadores, não atuando nas determinações que geram estes desgastes. Assim, os objetivos deste estudo foram analisar os determinantes sociais que deterioram as condições de vida e saúde de bancários e implantar e avaliar possibilidades alternativas de Educação Física relacionada à saúde que atendam as necessidades da categoria. Para tanto, empregamos em campo alguns pressupostos teórico-metodológicos da pesquisa-ação e os dados coletados foram analisados através da hermenêutica-dialética. Como conclusões, podemos afirmar que a construção e implantação do projeto Educação Física com Saúde constituiu-se como uma intervenção pedagógica que superou alguns limites identificados nas propostas hegemônicas de ginástica laboral, pois buscamos atender as necessidades e aspirações da categoria pelo entendimento do seu processo saúde-doença. Na nossa avaliação, a saúde foi um tema gerador de mobilização e participação, pois além de seu forte apelo na sociedade em geral, aproximou os trabalhadores do Sindicato e foi importante para o reconhecimento coletivo dos seus problemas.