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Vol. 41. Núm. 3.
Páginas 263-270 (Julio - Septiembre 2019)
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Vol. 41. Núm. 3.
Páginas 263-270 (Julio - Septiembre 2019)
Artigo original
DOI: 10.1016/j.rbce.2018.04.007
Open Access
Barreiras para prática de atividade física entre mulheres atendidas na Atenção Básica de Saúde
Barriers for physical activity in Primary Health Care
Barreras a la actividad física en mujeres atendidas en Atención Primaria de Salud
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Grace Angélica de Oliveira Gomesa,
Autor para correspondencia
graceaogomes@yahoo.com.br

Autor para correspondência.
, Camila Bosquiero Papinib, Priscila Missaki Nakamurac,d, Inaian Pignatti Teixeirae, Eduardo Kokubund,e
a Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Gerontologia, Programa de Pós‐Graduação em Gerontologia, São Carlos, Brasil
b Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Departamento de Ciências do Esporte, Uberaba, MG, Brasil
c Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais, Muzambinho, MG, Brasil
d Universidade Estadual Paulista (Unesp), Instituto de Biociências, Núcleo de Atividade Física e Esportes (Nafes), Rio Claro, SP, Brasil
e Universidade Estadual Paulista (Unesp), Programa de Pós‐Graduação em Ciências da Motricidade, Rio Claro, SP, Brasil
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Tabela 1. Categorias de idade, nível educacional e estado socioeconômico entre participantes e não participantes
Tabela 2. Estágios de mudança de comportamento, aconselhamento e informações sobre atividade física (AF), AF desejada e nível de AF de não participantes e participantes
Tabela 3. Barreiras para a atividade física entre participantes e não participantes
Tabela 4. Comparação de barreiras para atividade física entre não participantes de acordo com categorias de idade (< 59 anos;>60 anos)
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Resumo

O objetivo do estudo foi comparar as barreiras para atividade física (AF) entre mulheres participantes e não participantes de um programa de exercícios físicos (EF) da Atenção Básica de Saúde (AB). Estudo transversal realizado em áreas de abrangência em unidades de saúde da AB que ofereciam programa de EF. Foram selecionadas 222 mulheres participantes e não participantes dos programas, avaliadas em relação a características sociodemográficas, AF e barreiras. Foram feitas análises descritivas e de comparação dos dados. As barreiras mais reportadas pelo grupo de mulheres não participantes foram: falta de companhia (40,9%), falta de energia (38,7%), sentir‐se muito cansada ou desmotivada (38,2%). Os grupos de não participantes e de idosos apresentaram maior proporção de barreiras para AF.

Palavras‐chave:
Exercício
Saúde pública
Prevenção
Atenção Primária à Saúde
Abstract

The objective of the study was to compare the barriers to physical activity (PA) between women participants and nonparticipants of an exercise program in Primary Health Care. Cross‐sectional study carried out in areas covered by health centers that offered an exercise program. Twenty‐two participants and non‐participants of the programs were selected and evaluated in relation to sociodemographic characteristics, PA and barriers. Descriptive and comparative data analyzes were performed. The most reported barriers for women non‐participants were lack of company (40.9%), lack of energy (38.7%), feeling very tired or unmotivated (38.2%). The non‐participants and the elderly had a higher proportion of barriers to PA.

Keywords:
Exercise
Public health
Prevention
Primary Health Care
Resumen

El objetivo del estudio fue comparar las barreras a la actividad física (AF) entre mujeres participantes y no participantes de un programa de ejercicio físico (EF) en Atención Primaria de Salud. Se trata de un estudio transversal en las áreas de cobertura de las unidades de salud que ofrecen programa de EF. Se seleccionó a 222 participantes y no participantes de los programas evaluados en función de algunas características sociodemográficas, AF y barreras. Se realizó la comparación descriptiva y de los análisis de datos. Las barreras más comunicadas por el grupo de mujeres no participantes fueron: falta de compañía (40,9%), falta de energía (38,7%) y sentirse muy cansada o desmotivada (38,2%). Las no participantes y las mujeres de edad avanzada mostraron mayor proporción de las barreras a la AF.

Palabras clave:
Ejercicio
Salud pública
Prevención
Atención Primaria de Salud
Texto completo
Introdução

Apesar dos amplos benefícios da prática regular de atividade física indicados na literatura científica, a prevalência de inatividade física é alarmante ao redor do mundo e tem sido associada a maiores níveis de morbidade e mortalidade (Long et al., 2015). Teorias de mudanças de comportamento indicam a grande complexidade que existe para que as pessoas se tornem fisicamente mais ativas e permaneçam em longo prazo nesse comportamento (Hagger et al., 2014). As causas desses fenômenos e as barreiras para a prática regular de atividade física têm sido relacionadas a aspectos históricos, individuais, comportamentais e ambientais (Reichert et al., 2007; Bauman et al., 2012; Sallis et al., 2016).

Campanhas nacionais e internacionais e o oferecimento de programas de atividade física têm sido estratégias usadas para driblar essas barreiras e incentivar um estilo de vida mais ativo (Pavey et al., 2011; Becker et al., 2016; Baba et al., 2017). No entanto, a pesquisa de Reis et al. (2016) tem demonstrado que é necessária uma intensificação desses programas mundialmente para maximizar um real acesso da população a oportunidades de prática regular de atividade física.

Especificamente no Brasil, as políticas têm incentivado a promoção da prática de atividade física, qualidade de vida, redução de vulnerabilidade e riscos à saúde, inclusive no contexto da Atenção Básica, já que se trata de um contexto estratégico de prevenção e promoção da saúde da população (Brasil, 2012; Gomes et al., 2014; Becker et al., 2016). Essas intervenções ocorrem em quase 40% das Unidades Básicas de Saúde, são mais prevalentes na Região Sudeste (51%) e menos prevalentes na Região Norte (21%) (Gomes et al., 2014). Uma revisão sistemática sobre a temática identificou apenas 17 artigos nos últimos anos 10 anos, indicou também a necessidade de ampliação de estudos que descrevam os processos e o funcionamento dessas intervenções (Becker et al., 2016).

Uma das grandes limitações dos grupos e das ações de prevenção e promoção da saúde propostas pela unidade é a falta de adesão da população. Os fatores que limitam ou facilitam o bom funcionamento dessas intervenções são diversos, os mais comuns são os fatores intrapessoais e maiores faixas etárias (Justine et al., 2013; Rubio‐Valera et al., 2014; Moreno‐Peral et al., 2015). O estudo de Lovato et al. (2014) mostrou que entre os participantes de programas de exercícios físicos na Atenção Básica os compromissos familiares são as principais barreiras para maior assiduidade. No entanto, pouco se sabe os motivos de não participação quando existe a oferta no local, como se comportam indivíduos de diferentes faixas etárias e, ainda, se as barreiras para prática de atividade física nesses locais são diferentes de barreiras apontadas em outros tipos de intervenção.

Estudos sobre a temática mostram‐se de extrema relevância, pois é necessário avançar com mais estudos na área e compreender por que as pessoas iniciam ou desistem de participar de um programa, com vistas a formular ações estratégicas que ampliem a adesão e contribuam para uma maior adesão dos indivíduos, acarretem mudanças de comportamento e hábitos de vida em longo prazo (Ribeiro et al., 2012; Hagger et al., 2014).

Nesse sentido, analisar as barreiras para prática de atividade física de moradores da área de abrangência de unidades de saúde pode colaborar no melhor direcionamento de estratégias de convencimento e adesão a essas propostas, especificamente na Atenção Básica. Assim, este estudo pretende identificar e comparar barreiras para a prática de atividade física de mulheres moradoras da área de abrangência de unidades de saúde que oferecem programa de exercício físico da Atenção Básica.

Métodos

Estudo transversal e quantitativo desenvolvido em unidades de saúde da Atenção Básica no município de Rio Claro, SP. A cidade apresenta 186.210 habitantes e Índice de Desenvolvimento Humano de 0,825 (PNAD, 2013). O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética do Instituto de Biociências da Unesp, protocolo n° 5313.

Das 14 unidades de saúde existentes no município em 2009, sete ofereciam o Programa Saúde Ativa Rio Claro: Posto 29, Novo I e II, Vila Cristina, Boa Vista, Wenzel, Mãe Preta, Benjamim. Dentre essas, quatro são Unidades Básicas de Saúde e três são Unidades de Saúde da Família.

Programa Saúde Ativa Rio Claro

O Programa de Exercícios Físicos em Unidades de Saúde (Pefus) é parte do Programa Saúde Ativa Rio Claro (Sarc), o qual tem por objetivo aumentar o nível de atividade física e qualidade de vida da população de Rio Claro (Nakamura et al., 2010). O programa visa a atender parte da população que não tem acesso a programas de atividades físicas ou que pertencem a grupos altamente vulneráveis a um estilo de vida inativo no tempo de lazer. Foi concretizado mediante parceria estabelecida entre Fundação Municipal de Saúde e Universidade Estadual Paulista, sob coordenação e orientação de docentes, com a colaboração de estudantes de graduação e pós‐graduação do Núcleo de Atividade Física, Esporte e Saúde do Departamento de Educação Física. O programa é financiado pelo Ministério da Saúde, Fundação Municipal de Saúde e Proex. O Pefus foi implantado em 2001, no município de Rio Claro‐SP, inicialmente para pacientes diabéticos, hipertensos e obesos cadastrados em uma Unidade Básica de Saúde. Ao longo dos anos o programa de exercícios físicos foi estendido às outras unidades do município com o intuito de atender com maior qualidade a população. Aos poucos, vizinhos e parentes dos participantes do programa e moradores das abrangências das unidades de saúde, atendidos por esses locais, começaram a participar, formaram‐se grupos heterogêneos, de diversas faixas etárias, algumas vezes sem presença de doenças crônicas não transmissíveis, apresentaram‐se características específicas em cada uma das unidades de saúde.

A intervenção acontece duas vezes por semana na própria unidade (estacionamento/quadras) ou em escolas e espaços públicos próximos a essas unidades, atende de 20 a 40 usuários em cada centro de saúde. Profissionais de educação física prescrevem e ministram os exercícios que incluem alongamentos, exercícios físicos de fortalecimento muscular, recreacionais e caminhadas, com duração total de 60 minutos por sessão, de intensidade leve a moderada. No início da aula é aferida a pressão arterial dos participantes e no fim das aulas são oferecidas dicas de saúde (Nakamura et al., 2010).

A divulgação do programa tem sido feita nos últimos anos através de folders, website, cartazes nas unidades e aconselhamento dos profissionais de saúde, a maioria inicia as atividades por meio de um convite de um participante. Além do programa de exercícios físicos, o Sarc promove dois eventos socioculturais ao ano com palestras informativas sobre atividade física e saúde. Para os profissionais de saúde das unidades é feito um encontro anual para discutir estratégias para promoção de saúde por meio da prática/aconselhamento de atividade física nesse âmbito.

População e amostra

Os participantes do estudo foram todos os sujeitos que frequentavam as atividades nas sete unidades de saúde em que ocorria o programa no momento da coleta de dados (2010), as quais ofereciam o programa havia pelo menos dois anos. Os critérios de inclusão envolveram ser participante por pelo menos seis meses da intervenção e ser do sexo feminino.

Para cada participante, foi entrevistado uma não participante, vizinha das participantes do programa. A amostra pareada obedeceu as seguintes condições: a) cinco anos a mais ou a menos da idade da participante correspondente; b) sexo feminino; c) não participante do programa. Esse método de pareamento foi usado anteriormente em outro estudo (Hallal et al., 2010). A amostra final foi de 111 mulheres em cada grupo.

As vizinhas não participantes do Pefus foram selecionadas de acordo com um ou mais dos seguintes critérios: 1) A aluna indicava alguma vizinha que ele sabia ou supunha fazer parte da faixa etária determinada; 2) O entrevistador abordava indivíduos das casas vizinhas de forma que ele circundava até cinco quarteirões ao redor da casa do vizinho até encontrar uma vizinha correspondente e que aceitasse participar da pesquisa; 3) Durante a abordagem às vizinhas, essas indicavam alguma outra vizinha na rua que poderia fazer parte da faixa etária correspondente.

Foram excluídas da pesquisa aquelas pessoas com alterações cognitivas ou clínicas que inviabilizassem a compreensão dos questionários do protocolo da pesquisa. A entrevista foi feita através de um questionário com duração de 20 a 50 minutos.

Instrumento de coleta de dados

Foi usado um questionário domiciliar para avaliar as seguintes características: idade (≤ 49 anos, 50‐59 anos ou ≥ 60 anos ou mais); nível de escolaridade (< 4 anos, 4 a 12 anos ou ≥ 12 anos); nível socioeconômico (A‐B, C ou D‐E); estado civil (solteiro, casado, viúvo ou divorciado); percepção de saúde (excelente, muito bom, bom ou ruim ou muito ruim); se já foi aconselhado por um médico para a prática de atividade física (sim ou não), se já foi aconselhado sobre atividade física e se já recebeu informações sobre benefícios da atividade física (sim ou não); estágio de prontidão para atividade física (manutenção, ação, preparação, contemplação ou pré‐contemplação), nível de atividade física (ativo ou insuficientemente ativo); barreiras para a prática de atividade física regular.

O nível sócioeconômico foi classificado com o uso do padrão brasileiro, que classifica as famílias em cinco grupos, de A (mais ricos) a E (mais pobres) com base em itens domésticos e escolaridade do chefe de família (Abep, 2008).

Os estágios de prontidão foram acessados por um questionário baseado no Modelo Transteorético (Prochaska & Diclemente, 1982), com a seguinte pergunta: “Você faz atividade física regularmente no seu tempo livre (excluir atividades domésticas, atividades feitas no trabalho e transporte) por pelo menos 10 minutos contínuos por semana?”

O nível de atividade física – minutos por semana – foi avaliado através dos domínios da versão longa do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). A classificação (ativo ou insuficientemente ativo) foi baseada na recomendação global da atividade física para a melhoria da saúde (Garber et al., 2011).

As barreiras para a prática regular de atividade física foram avaliadas através do questionário proposto por Hirayama (2005) e baseado no instrumento desenvolvido por Booth, Baumann e Owen em sujeitos australianos. Na análise de consistência interna, o questionário apresentou Coeficiente Alpha de Cronbach de 0,59 e com os itens padronizados de 0,6111. O instrumento consta de 22 perguntas com respostas a serem dadas em SIM ou NÃO. Foi usado e adaptado por Hirayama (2005), que avalia 22 barreiras e as classifica em físicas, psicológicas‐sociais, psicológicas‐crenças, psicológicas‐motivacionais e externas.

Três entrevistadores foram adequadamente treinados para desenvolver as entrevistas desde a abordagem até a digitação dos dados.

Análise dos dados

Foi feita análise descritiva por meio de frequência absoluta e relativa, bem como análise de comparação entre as participantes e não participantes, com o teste qui‐quadrado, considerou‐se p<0,05. Adicionalmente foi feita uma análise de comparação entre as faixas etárias para o grupo não participante, consideraram‐se dois grupos: 1) abaixo da mediana; e 2) acima da mediana. Foi usado o programa SPSS (versão 16.0) para análise dos dados.

Resultados

O levantamento inicial dos participantes identificou 157 sujeitos. Entre esses, foram identificados 46 que não faziam parte dos critérios de inclusão do estudo, a amostra final foi de 111 mulheres participantes (58 + 13 anos). Através do pareamento, selecionaram‐se 111 mulheres não participantes (57+12 anos). A taxa de recusa do presente estudo foi de 20,7% entre as mulheres não participantes e não houve recusa no grupo das participantes.

A tabela 1 mostra as características sociodemográficas das participantes e não participantes do programa de exercícios físicos. Ambos os grupos foram similares em relação a essas características. A maioria das participantes e não participantes tinha mais de 60 anos (49,5%; 47,7%), com quatro a 12 anos de estudo (50,5%; 47,7%), pertencentes à classe C1 ou C2 (55,6%; 60,0%), e eram casadas (67,6%, 62,4%). Não houve diferenças estatisticamente significantes entre os grupos para essas variáveis.

Tabela 1.

Categorias de idade, nível educacional e estado socioeconômico entre participantes e não participantes

Variáveis  Categorias  ParticipantesNão participantesValor de p* 
     
Categorias de idade  ≤ 49  30  27,0  29  26,1  0,897 
  50 – 59  26  23,5  29  26,1   
  ≥ 60  55  49,5  53  47,7   
Nível educacional  <4 anos  26  23,4  28  25,2  0,917 
  4‐12 anos  56  50,5  53  47,7   
  >12 anos  29  26,1  30  27,1   
Estado socioeconômico  A1 /A2/B1/B2  34  31,5  23  21,1  0,196 
  C1 e C2  60  55,6  67  60,0   
  D e E  14  13,0  19  14,0   
Estado civil  Solteiro  5,4  3,7  0,167 
  Casado  75  67,6  68  62,4   
  Viúvo  25  22,5  23  21,1   
  Divorciado  4,5  14  12,8   
*

Qui‐quadrado; p<0,05.

Em relação ao estágio de prontidão, todas as participantes estavam na fase de manutenção (mais do que seis meses de prática de atividade física regular), enquanto que as não participantes foram classificadas da seguinte forma: 40,5% em pré‐contemplação, 15,3% contemplação, 18,0% em preparação, 4,5% em ação e 21,6% em manutenção (tabela 2). Em torno de 64% das não participantes foram aconselhadas por profissionais de saúde a fazer atividade física e 73,0% consideram atividade física importante para a saúde. No que se refere à informação e ao aconselhamento sobre atividade física, o grupo participante apresentou maiores proporções de sujeitos em ambas as questões (p=0,000). Em torno de 47% das não participantes já tinha ouvido falar sobre a existência do programa de atividade física oferecido na unidade de saúde próximo de sua residência.

Tabela 2.

Estágios de mudança de comportamento, aconselhamento e informações sobre atividade física (AF), AF desejada e nível de AF de não participantes e participantes

Variáveis  Categorias  Não participantesParticipantesValor de p* 
     
Estágios de mudança de comportamentoPré‐contemplação  45  40,5  ‐ 
Contemplação  17  15,3   
Preparação  20  18,0   
Ação  4,5   
Manutenção  24  21,6  111  100   
Você já foi aconselhado por um profissional da saúde para a prática de AF?Sim  72  64,9  101  91,8  0,000 
Não  39  35,1  8,2   
Você já recebeu informação sobre os benefícios da AF?Sim  81  73,0  81  73,0  0,000 
Não  30  27,0  30  27,0   
Que tipo de atividade física você faria?Não  58  52,3   
Caminhando  45  40,5  ‐  ‐   
Correndo  1,8  ‐  ‐   
Exercícios resistidos  11  9,9  ‐  ‐   
Aulas de ginástica  24  21,6  ‐  ‐   
Exercícios na água  12  10,8  ‐  ‐   
Esportes (vôlei, natação, futebol ou basquete)  0,9  ‐  ‐   
Outros  11  9,9  ‐  ‐   
Pratica pelo menos 150 minutos por semana de AF no seu tempo livreNão  91  82,0  42  37,8  0,000 
Sim  20  18,0  69  62,2   
Você já ouviu falar sobre Sarc?Não  58  52,3  ‐ 
Sim  53  47,7  111  100   
*

Qui‐quadrado; p<0,05.

O grupo não participante apresentou maior proporção de barreiras para AF em 15 entre as 22 barreiras analisadas. As barreiras mais reportadas pelo grupo não participantes foram falta de local apropriado para a prática (43,6%), falta de companhia (40,9%), falta de energia (38,7%) e sentir‐se muito cansado ou desmotivado (38,2%) (tabela 3).

Tabela 3.

Barreiras para a atividade física entre participantes e não participantes

VARIÁVEIS  Barreiras para a atividade física  Não participantesParticipantesp* 
     
Físico  Falta de energia corporal  43  38,7  13  11,7  0,000 
  Ter uma lesão ou uma doença  35  31,5  1,8  0,000 
  Medo de lesão/queda  31  28,2  11  9,9  0,000 
  Ter saúde ruim para se exercitar  23  20,7  24  21,6  0,259 
  Má experiência com AF  2,7  7,2  0,215 
Psicológico‐social  Falta de companhia  45  40,9  2,7  0,000 
  Não gostar de fazer exercício  28  25,5  3,6  0,000 
  Ser tímido  24  21,6  27  24,3  0,250 
  Muito obeso ou muito magro  20  18,0  33  24,3  0,082 
Crença psicológica  Ele/ela já é suficientemente ativo  42  37,8  70  63,1  0,000 
  Se sente muito velho  14  12,6  4,5  0,031 
  Não acredita nos benefícios da AF  7,2  0,9  0,017 
Físico‐motivacional  Se sente muito cansado/preguiçoso ou desmotivado  42  38,2  5,4  0,000 
  Precisa descansar ou relaxar  41  37,3  11  9,9  0,000 
  Falta de tempo  39  35,1  22  19,8  0,003 
  Falta de persistência ou desistiria logo  34  30,9  11  9,9  0,000 
Externo  Lugar apropriado para se exercitar perto de casa  48  43,6  55  49,5  0,378 
  Falta de dinheiro  42  37,8  22  19,8  0,003 
  Ter incontinência urinária  25  22,5  30  20,0  0,108 
  Falta de equipamento adequado para o exercício  23  20,7  15  13,5  0,000 
  Falta de segurança na vizinhança  21  18,5  15,5  0,131 
  Clima desfavorável  20  18,0  8,1  0,007 
*

Qui‐quadrado; teste exato de Fisher; p < 0,05.

Entre as mulheres não participantes, indivíduos com idade abaixo da mediana (< 59 anos) apresentaram menos barreiras quando comparados com indivíduos com idade acima da mediana (≥ 60 anos). As principais barreiras para as mulheres pertencentes às maiores faixas etárias são falta de energia (47,5%), medo de cair (43,1%), falta de persistência ou desiste rápido (39,0%) e ter incontinência urinária (32,2%). As mulheres adultas relataram mais a barreira falta de dinheiro do que indivíduos idosos (48,1%; 28,8%) (tabela 4).

Tabela 4.

Comparação de barreiras para atividade física entre não participantes de acordo com categorias de idade (< 59 anos;>60 anos)

Variáveis  Barreiras para atividade física  Abaixo da medianaAcima da medianap* 
     
Físico  Falta de energia corporal  15  28,8  28  47,5  0,045 
  Ter uma lesão ou uma doença  10  19,2  25  42,4  0,009 
  Medo de lesão/queda  11,5  25  43,1  0,000 
  Ter saúde ruim para se exercitar  9,6  18  30,5  0,007 
  Má experiência com AF  3,9  1,7  0,445 
Psicológico‐social  Falta de companhia  24  46,2  21  36,2  0,366 
  Não gostar de fazer exercício  13,5  21  36,2  0,006 
  Ser tímido  13,5  17  28,8  0,050 
  Muito obeso ou muito magro  13,5  13  22,0  0,241 
Crença psicológica  Ele/ela já é suficientemente ativo  16  30,8  26  44,1  0,149 
  Se sente muito velho  3,8  12  20,3  0,008 
  Não acredita nos benefícios da AF  5,8  8,5  0,431 
Físico‐motivacional  Se sente muito cansado/preguiçoso ou desmotivado  23  54,9  19  32,2  0,165 
  Precisa descansar ou relaxar  21  41,2  20  33,9  0,431 
  Falta de tempo  18  34,6  21  35,6  0,914 
  Falta de persistência ou desistiria logo  11  21,6  23  39,0  0,049 
Externo  Lugar apropriado para se exercitar perto de casa  24  47,1  24  40,7  0,501 
  Falta de dinheiro  25  48,1  17  28,8  0,037 
  Ter incontinência urinária  11,5  19  32,2  0,009 
  Falta de equipamento adequado para o exercício  12  23,1  11  18,6  0,565 
  Falta de segurança na vizinhança  15,4  13  22,4  0,413 
  Clima desfavorável  15,4  12  20,3  0,498 
*

Qui‐quadrado; teste exato de Fisher; p < 0,05.

Discussão

Os principais resultados deste estudo mostraram que barreiras mais prevalentes para quem não participa de um programa de atividade física na Atenção Básica oferecido próximo à sua residência se referem à ausência de local apropriado para prática de atividade física, falta de companhia, falta de energia e sentir‐se cansaço/preguiçoso ou desmotivado. Um estudo internacional na Atenção Básica encontrou resultados similares (Bethancourt et al., 2013). A barreira falta de tempo é geralmente a mais comum em outras pesquisas, inclusive em uma investigação no mesmo município com a população geral, no entanto não se mostrou fortemente presente neste estudo (Gobbi et al., 2012; Justine et al., 2013; Normansell et al., 2014). Estudos específicos que descrevam barreiras para atividade física na Atenção Básica no Brasil ainda são escassos (Lovato et al., 2014).

A presença de programas de exercícios físicos com até 10 minutos de distância de casa tem se mostrado como um facilitador para a prática de atividade física em outros estudos (Bauman et al., 2012; Nakamura et al., 2016). Apesar de quase metade das mulheres não participantes já terem ouvido falar da existência de um programa de exercícios físicos nas unidades de saúde próximo da sua casa, a falta de local apropriado foi considerada uma forte barreira. Para além das outras estruturas físicas dos bairros avaliados, os programas de atividades físicas existentes ocorriam em sua maioria em locais improvisados, centros comunitários, salões de igrejas ou ruas próximas, o que pode ter colaborado na percepção dos moradores como locais inapropriados.

Investigações tem mostrado que a oportunidade de interação social frequentemente motiva as pessoas a procurarem por opções de atividades grupais para prática de atividade física (Withall et al., 2011; Benedetti, Schwingel & Torres, 2011). A falta de companhia é uma barreira comumente relatada em outros estudos e foi também relatada neste estudo (Justine et al., 2013; Sebastião et al., 2013). Portanto, observamos que a “companhia” a qual o não participante se refere nessa investigação provavelmente é alguém de maior grau de intimidade, já que o programa oferecido tem caráter coletivo.

Estudos apontam que pessoas sedentárias e obesas tendem a relatar com mais frequência a falta de energia, preguiça e cansaço como barreira. Além disso, idosos relatam a desmotivação como uma das principais barreiras para a atividade física (Justine et al., 2013; Mcintoch; Hunter & Royce, 2016). Tais achados são muito semelhantes aos do presente estudo, no qual a amostra relatou que a preguiça e a desmotivação (45,9%) e a falta de energia (50,5%) são barreiras relevantes para não praticarem AF. Esses resultados mostram a necessidade de ações educativas sobre os reais efeitos da prática de atividade física, inclusive nos processos metabólico e fisiológico de relaxamento corporal após a prática.

Os dados na comparação das barreiras entre as mulheres não participantes de acordo com idade mostraram que as idosas indicaram algumas condições tipicamente comuns em maiores faixas etárias, como presença de doenças, queixas de incontinência urinária, medo de cair, percepção de se achar velho demais para praticar atividade física (Ribeiro et al., 2012; Gillette et al., 2015). Esses motivos têm sido relatados também com fatores de desistência de grupos de AF (Franco et al., 2015; Gillette et al., 2015). Não se sabe, no entanto, se a presença de acometimentos e doenças impede a prática de atividade física ou se o fato de as idosas não terem um estilo de vida mais ativo ao longo da vida aumentou a prevalência de doenças e queixas entre eles.

Apesar das barreiras citadas acima pelas idosas, os níveis de estágio de prontidão das mulheres não participantes indicam um desejo de praticar atividade física. Ainda, a atividade física mais desejada pelas não participantes é a caminhada, o que é uma atividade simples e estava inclusa no programa de exercícios físicos nas unidades de saúde. Assim, talvez haja uma necessidade de maiores esclarecimentos e estímulos que ajudem os idosos das unidades a driblar as barreiras relacionadas às crenças culturais negativas que os impedem de experimentar novos hábitos que poderiam promover um envelhecimento mais saudável (Haselwandter et al., 2015). Estudos longitudinais e com intervenções educacionais são sugeridos para contemplar essas questões de pesquisa.

O presente estudo apresenta algumas limitações. Moradores ao redor de todas as unidades que ofereciam o programa no momento da coleta foram abordados. No entanto, futuros estudos poderiam ampliar para todas outras unidades de saúde do município. Isso ampliaria o tamanho da amostra, o que colaboraria para análises mais substanciais. Essa investigação analisou somente dados de mulheres devido à baixa adesão de homens em programas de exercícios físicos em unidades de saúde. Esse fato pode ter afetado parte do poder de comparabilidade entre os estudos, alguns dos quais usaram população de ambos os sexos. A adesão e barreiras masculinas poderiam ser mais bem exploradas em futuros estudos. Estudos longitudinais que identifiquem possíveis mudanças de barreiras ao longo do tempo para participantes poderiam ser feitos. Não foram coletados dados referentes aos exercícios feitos por parte dos não participantes. Sugere‐se para futuros estudos que esses exercícios sejam identificados para compreender o quanto o que é oferecido atenderia às demandas da população.

Conclusão

O grupo não participante do programa de exercícios físicos em UBS apresentou mais barreiras para prática de AF quando comparado com o grupo participante, principalmente nos aspectos psicológicos‐crenças e psicológicos‐motivacionais. Ainda, mulheres não participantes pertencentes às maiores faixas etárias têm mais barreiras para atividade física.

Contribuição dos autores

GAOG, CBP, PMS, EK participaram da elaboração da pergunta de pesquisa e elaboração do projeto. GAOG e CBP coletaram os dados. GAOG analisou os dados e elaborou o texto. GAOG, CBP, PMS, IPT e EK participaram da elaboração e revisão do texto

Financiamento

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

Agradecimentos

À Fundação Municipal de Saúde de Rio Claro, SP; às equipes de saúde das unidades de saúde da Atenção Básica de Saúde do município; à população de Rio Claro; e aos membros do Núcleo de Atividade Física, Esporte e Saúde (Nafes) da Universidade Estadual Paulista.

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