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Vol. 41. Núm. 2.
Páginas 125-230 (Abril - Junio 2019)
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Vol. 41. Núm. 2.
Páginas 125-230 (Abril - Junio 2019)
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DOI: 10.1016/j.rbce.2018.05.004
Open Access
Motivos para abandono e permanência na carreira docente em educação física
Reasons for abandonment and staying in the teaching career in physical education
Motivos para el abandono y la permanencia en la carrera docente de educación física
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Naline Cristina Favattoa,b, Jorge Bothb,
Autor para correspondencia
jorgeboth@yahoo.com.br

Autor para correspondência.
a Centro Universitário de Maringá, Departamento de Educação Física a Distância, Maringá, PR, Brasil
b Universidade Estadual de Londrina, Departamento de Educação Física, Londrina, PR, Brasil
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Quadro 1. Desejo de abandono da carreira docente dos professores de educação física iniciantes
Quadro 2. Desejo de permanência na carreira docente dos professores de educação física iniciantes
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Resumo

O objetivo do estudo foi analisar os motivos que influenciam os professores de educação física a permanecer e abandonar a docência no início da carreira. Na pesquisa foram entrevistados 16 professores que tinham até quatro anos de magistério. A análise do conteúdo foi empregada para sistematizar as entrevistas. Os resultados evidenciaram que o desejo de abandonar a carreira estava vinculado a desvalorização financeira, desacordo com a rede de ensino, estresse, indisciplina dos alunos e receio de sofrer agressão física. Por outro lado, o desejo de permanecer na docência estava atrelado à necessidade financeira, segurança do vínculo empregatício como servidor público, identificação com a profissão, satisfação em trabalhar com crianças e auxiliar no processo de formação dos alunos.

Palavras‐chave:
Abandono
Permanência
Educação física
Carreira
Abstract

The objective of the study was to analyze the reasons that influence Physical Education teachers to remain and to abandon teaching at the beginning of their careers. In the research were interviewed 16 teachers who had up to four years of teaching. Content analysis was used to systematize interviews. The results showed that the desire to leave the career was linked to financial devaluation, disagreement with the school system, stress, lack of discipline of the students and fear of suffering physical aggression. On the other hand, the desire to remain in teaching was linked to the financial need, security of employment as a public servant, identification with profession, satisfaction in working with children and assisting in the process of training students.

Keywords:
Abandonment
Permanence
Physical education
Career
Resumen

El objetivo del estudio fue analizar los motivos que influyen en los profesores de educación física para permanecer y abandonar la docencia al principio de la carrera. Se entrevistó a 16 profesores que poseían hasta cuatro años de magisterio. El análisis del contenido se empleó para sistematizar las entrevistas. Los resultados pusieron de manifiesto que el deseo de abandonar la carrera estaba vinculado con la desvalorización económica, discrepancia con el sistema de enseñanza, estrés, indisciplina de los alumnos y temor de sufrir agresión física. En cambio, el deseo de permanecer en la docencia estaba vinculado con la necesidad económica, seguridad del vínculo laboral como funcionario público, identificación con la profesión, satisfacción por el hecho de trabajar con niños y ayudar en el proceso de formación de los alumnos.

Palabras clave:
Abandono
Permanencia
Educación física
Carrera
Texto completo
Introdução

A docência é uma das profissões mais antigas no mundo, contudo as pesquisas acerca da carreira docente são recentes. Os estudos sobre a profissão docente estabeleceram‐se nas décadas de 1970 e 1980, principalmente no que diz respeito às investigações sobre a formação, o desenvolvimento profissional, a profissionalização, a socialização profissional, a construção da identidade profissional, a cultura, os saberes e os valores docentes. Tais questões não eram estudadas de forma concisa, mesmo sendo a atividade docente tão essencial para a formação do indivíduo (Freitas e Galvão, 2007).

Nessa perspectiva, a caracterização do professor como profissional, na realidade brasileira, ocorreu no fim do século XX a partir da mobilização de grupos empenhados por mudança em sua categoria profissional. Esse fato reafirma a ideia de que o professor, ao consolidar o seu status na profissão, busca a construção de sua identidade profissional para neutralizar a percepção que a sociedade tem em relação à subprofissão. Dentro desse contexto, a profissionalização docente no Brasil é observada em três fases. A primeira e a segunda ocorreram na década de 1960, com a institucionalização da primeira Lei de Diretrizes e Bases e consolidação da reorganização do ensino brasileiro e de seu corpo docente. A terceira fase ocorreu na década de 1980, quando a noção de profissionalização surgiu de forma clara, pelo fato de que até então a profissão docente era vista como missão, ofício e ocupação a ser desempenhada na sociedade (Valle, 2003).

Outro aspecto importante, do ponto de vista da valorização profissional docente brasileira, foi a Constituição do Brasil de 1988, que previa a admissão de docentes por meio de concurso público e os qualificava como profissional de ensino. Dessa forma, a efetivação do docente no ambiente escolar demonstrou a necessidade de qualificação e de afirmação de sua relevância no contexto social (Farias e Nascimento, 2012).

O processo de profissionalização docente derivou‐se de duas dimensões: uma relacionada às aspirações individuais e coletivas dos professores frente à profissão e a outra relacionada à eficiência do ensino face às orientações dos modelos ditados pelo estado (Valle, 2003). Assim, o trabalho docente caracteriza‐se pelas relações interpessoais entre professores e alunos, nas quais os docentes têm as funções de orientar, ensinar, preparar e ministrar aulas, bem como avaliar os alunos (Lemos e Cruz, 2005).

Os estudos sobre a carreira e os ciclos do desenvolvimento docente são referenciais importantes para compreensão de como a profissão docente se estabelece no âmbito escolar e como ocorrem as relações interpessoais na intervenção profissional. Pesquisas acerca dos ciclos da carreira docente demonstraram que a caracterização dos professores pode ser apresentada na literatura por fases, ciclos ou estágios (Sikes, 1985; Stroot, 1996; Nascimento e Graça, 1998; Gonçalves, 2000; Huberman, 2000; Farias e Nascimento, 2012).

Dentro dessa perspectiva, Farias e Nascimento (2012) fizeram uma pesquisa com professores brasileiros e estabeleceram cinco fases distintas para a carreira docente: Entrada (1 a 4 anos de docência), Consolidação (5 a 9), Afirmação e Diversificação (10 a 19), Renovação (20 a 27) e Maturidade (28 a 38). O ciclo de entrada na carreira compreende os professores que atuam até quatro anos no magistério. Tal período é compreendido como uma passagem, quase abrupta, do papel de estudante universitário para o de professor, em que as diferenças entre formação e trabalho são mais intensamente sentidas (Lima, 2004; Lengert, 2005). O momento é conhecido pelas tensões, uma vez que a inserção na carreira docente é entendida como o “choque com a realidade” (Sikes, 1985; Garcia, 1992; Huberman, 2000; Lima, 2004; Lengert, 2005; Folle e Nascimento, 2011; Farias e Nascimento, 2012).

Nesse sentido, a entrada na carreira pauta‐se em uma autêntica luta entre a vontade de se afirmar e o desejo de abandonar a profissão (Gonçalves, 2000). A intenção de abandonar e o próprio abandono de carreira são, consideravelmente, mais elevados no momento da entrada na carreira do que qualquer outra fase (Sikes, 1985). Nesse estágio de “sobrevivência” que acontece o abandono da profissão pelos professores que não conseguem superar o “choque com a realidade” escolar (Flores et al., 2010).

Lapo e Bueno (2003) evidenciam que os motivos que levam o abandono da docência em ordem crescente são: a baixa remuneração, a falta de condições de trabalho, a necessidade de tempo livre para estudar, a falta de perspectiva de crescimento profissional, o nascimento de filhos, o desencanto com a profissão, a insatisfação com a estrutura do sistema educacional e problemas de saúde. Além dessas questões, a preocupação com a saúde e o estresse causado pelo dia a dia do professor também se destacam como fatores que instigam o desejo de abandonar a docência (Lapo e Bueno, 2003; Santini e Molina Neto, 2005; Martins, 2016).

Apesar de a estabilidade estatutária do emprego ser um grande fator de permanência na docência, sabe‐se que o início da carreira é permeado pelo entusiasmo na docência (Huberman, 2000; Shoval et al., 2010; Gariglio, 2017), sentimento pelo qual o professor se encontra estimulado a desenvolver o seu trabalho de maneira positiva (Gariglio, 2017). Contudo, a continuidade dos professores na docência é fortemente influenciada pela capacidade de desenvolver e manter algum senso de eficácia no seu trabalho (Smyth, 1995), pois a forma como o professor iniciante enfrenta seus problemas auxilia a vencer suas dificuldades e ser admitido entre os iniciados, o que acarreta o sentimento de reconhecimento profissional (Freitas, 2002). No caso específico dos professores de educação física, observa‐se que esses profissionais enfrentam diversos desafios em seu trabalho. Portanto, a melhoria do fornecimento de recursos e o apoio dos pares e diretoria poderiam reduzir potencialmente a intenção dos professores de abandonar a docência (Mäkelä et al., 2014).

Assim, ao considerar os temas abordados, o objetivo da pesquisa foi analisar os motivos que estão relacionados aos desejos de permanência e abandono no magistério na área da educação física dos professores que estão na fase de entrada da carreira docente.

Material e métodos

O estudo caracterizou‐se como descritivo com abordagem qualitativa, visto que a investigação busca entender o significado de uma experiência dos participantes, em uma esfera específica (Thomas et al., 2007).

Na pesquisa foram entrevistados 16 professores de educação física que apresentavam até quatro anos de experiência na docência e que tinham vínculo empregatício efetivo em escolas municipais e estaduais da cidade de Maringá (Paraná). Destaca‐se que os docentes poderiam ter exercido anteriormente o magistério em outras escolas, mas a soma total de sua experiência docente não poderia ultrapassar quatro anos. Tal ação se justifica pelo fato de Farias e Nascimento (2012) ressaltarem que o início da carreira é representado entre o primeiro e quarto ano de docência. É importante destacar que a escassez de concursos públicos e as experiências anteriores que exacerbavam os quatro anos de docência necessários levou à possibilidade de entrevistar essa quantidade exata de professores.

Participaram quatro docentes com um ano, quatro com dois anos, três com três anos e cinco com quatro anos de experiência docente. Desses professores, oito haviam feito a graduação em instituições públicas e oito em instituições privadas. Três professores eram mestres e 11 especialistas. A média de idade desses professores foi de 29 anos, seis eram do sexo masculino e 11 do sexo. Ressalta‐se que 14 docentes atuavam no Ensino Fundamental e dois no Ensino Médio. Exceto os professores com um ano de docência, os demais docentes apresentam outros vínculos empregatícios além da docência em educação física. Tais vínculos apresentavam relação com o campo de atuação do bacharelado em educação física.

Para obter o maior número de informações possíveis, optou‐se pelo uso da entrevista semiestruturada para a coleta de dados. Destaca‐se que o procedimento da entrevista semiestruturada é a fonte mais usual de dados na pesquisa de campo, pelo fato de facilitar a obtenção dos dados a partir da fala dos atores, os quais são sujeitos‐objetos da pesquisa que vivenciam a realidade em análise (Thomas et al., 2007).

As entrevistas foram feitas pela pesquisadora separadamente com cada participante em um encontro com hora marcada nas escolas. Todas as entrevistas foram gravadas e apresentaram a duração aproximada de uma hora, o tempo médio da transcrição das entrevistas foi de quatro horas. As questões norteadoras da entrevista abordavam o desejo de permanência e abandono da carreira docente. Para a análise dos dados foi usada a análise de conteúdo proposta por Bardin (2011), na qual apresenta as três etapas básicas de análise: pré‐análise, a qual é compreendida como o processo de organização e de familiarização com a pesquisa; análise do material, na qual o processo de codificação das informações se desenvolve; e tratamento dos resultados, no qual se estabelecem os eixos temáticos norteadores dos resultados.

Os recortes das entrevistas apresentaram como identificação letras e números, as letras “A”, “B”,” C” e “D” representavam a quantidade de anos que os professores tinham de experiência na docência (A=um ano; B=dois anos; C=três anos; D=quatro anos) e os números usados são apenas para a organização dos grupos. Dentre eles, apenas os professores C1 e B4 lecionavam na rede estadual de ensino, os demais pertenciam à rede municipal de Maringá. Por fim, destaca‐se que a pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da Universidade Estadual de Londrina (Parecer n° 1.666.357).

Resultados e discussão

Sobre o desejo de abandonar a carreira, observou‐se que apenas cinco docentes entrevistados não reportaram tal aspiração (A2, A3, B2, B4 e C1). Nesse sentido, constatou‐se que grande parte dos professores (11 participantes) demonstrou o desejo de desistir da profissão. Dentre todos os professores investigados, apenas três professores com um e dois anos de carreira destacam o desejo de abandonar área da docência em educação física por completo.

Os motivos que levam ao desejo de abandonar a profissão estão associados à desvalorização financeira, à indisciplina dos alunos, à não concordância com as políticas implantadas pelas redes de ensino, à agressão física contra o professor e ao estresse ocasionado pelo trabalho (Quadro 1).

Quadro 1.

Desejo de abandono da carreira docente dos professores de educação física iniciantes

Categorias  Relatos 
Desvalorização financeira  Acredito que se o professor recebesse uma boa proposta com certeza ele sairia do município por ele perceber que é muito desgastante e pouco reconhecido em relação à remuneração. Acredito que essa fase seja uma passagem da vida profissional para conquista de algo melhor. Eu vou continuar, mas o meu sonho não é aposentar na prefeitura, quero conseguir algo melhor (D2). 
Indisciplina  Não é uma profissão em que eu vou me aposentar, mesmo porque você tem que ter muita paciência com a indisciplina dos alunos e você vê cada vez mais o desrespeito deles. (...). O que me deixa triste é essa questão da indisciplina deles. Os nossos alunos não têm interesse. Eles não têm vontade de fazer nada nas escolas. Eles não querem fazer nada. Só querem saber de brincar, xingar, bater. Eles vão para a escola como uma obrigação... O depósito de alunos, principalmente na educação integral (D4). 
Desacordo com a rede de ensino  (...) planejamento engessado que muitas vezes você quer trazer um conteúdo diferente e você não pode porque vai que você trabalha uma coisa e o aluno fala alguma coisa para os pais e os pais comentam com a direção e a coordenação vê que isso não está no planejamento e isso vem tudo em cima da professora. (A1). 
Agressão física  Nesse ano eu fui agredido em um Cemei em que eu trabalhava com chutes e tapas no rosto. Cheguei até na Seduc pronto pra pedir minha exoneração porque eu acho que a gente ganha muito pouco pra ficar apanhando de criança na escola (B3). 
Estresse  Todo dia penso que a gente não é valorizada por trabalhar com uma turma de mais de 30 alunos. Não é fácil. Temos turmas muito difíceis e crianças mal educadas. É muito difícil trabalhar... é muita rotatividade de criança... acaba sendo um trabalho muito estressante (A4). 

Os professores de todos os grupos, principalmente com três e quatro anos de experiência, evidenciaram desejo de abandonar a profissão diante da desvalorização financeira da profissão (A1, A4, B1, B3, C2, C3, D1, D2, D3, D4 e D5). Entretanto, os docentes não abandonaram a carreira diante do vínculo efetivo que apresentam com o órgão público (B2, B4, C3, D5). Assim, alguns professores buscam trabalhar apenas 20 horas semanais em escolas para evitar o desgaste do meio escolar (A1, D3, D4, D5).

A preocupação com o estresse (A4), o desacordo com a rede de ensino (A1, A4 e B1) e o receio de sofrer agressão física (B3) foram evidenciados como fatores que motivam o desejo de abandonar a docência nos grupos de professores com um e dois anos de carreira. Por outro lado, a indisciplina foi evidenciada como fator negativo da profissão docente nos grupos com um e quatro anos de docência (A1, A4, D2 e D4).

Entre todos os professores investigados, três com um e dois anos de carreira destacam o desejo de abandonar a docência por completo. De fato, nos dois primeiros anos da carreira docente ocorre com maior frequência o abandono da profissão. Tais semelhanças puderam ser evidenciadas, em 1983, por Schlechty e Vance (1983). Eles estimaram que aproximadamente um terço dos professores deixou o ensino até os primeiros cinco anos, 15% dos professores desistem da profissão durante o primeiro ano de carreira. Os autores também destacam que evasão de professores traz prejuízos para a aprendizagem dos alunos, para a construção de equipes coesas nas escolas e para a relação das escolas com as famílias, interfere negativamente na qualidade da educação oferecida à população. Essa situação também pode ser observada em pesquisas mais atuais feitas no Brasil, em que foi constatado que 46% dos professores investigados solicitaram sua exoneração nos primeiros dois anos de carreira (Cassettari et al., 2014).

Os motivos da desistência da profissão docente podem estar associados ao choque com a realidade que o professor que está na fase de entrada na carreira passa durante a inserção na docência (Sikes,1985; Garcia, 1992; Huberman, 2000; Lima, 2004; Lengert, 2005; Folle e Nascimento, 2011; Farias e Nascimento, 2012). É importante compreender que o desejo de abandonar a carreira ocorre quando a realidade vivida no ambiente de trabalho não condiz com a realidade idealizada, ou seja, com as expectativas do professor. Quando as diferenças entre essas duas realidades não são passíveis de conciliação surgem frustrações e desencantos que podem levar à rejeição da instituição e/ou da profissão (Lapo e Bueno, 2003). A carga de trabalho, administração escolar e falta de oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional também são evidenciadas como fatores influenciadores para o abandono da docência (Mäkelä e Whipp, 2015).

Os professores desejosos de se exonerar do cargo relataram a baixa remuneração. De fato, salário que não contempla as necessidades dos professores é um dos fatores negativos que estimulam o abandono da carreira docente (Flores et al., 2010). Ressalta‐se que a insatisfação com os proventos do trabalho é evidência recorrente em pesquisas da realidade brasileira feitas com professores de educação física que se encontravam na fase de entrada na carreira (Lemos et al., 2007; Both et al., 2013).

O alto nível de estresse sofrido no ambiente de trabalho, diante de turmas numerosas e de situações de indisciplina e violência, também foi evidenciado como fator negativo para a permanência no ambiente escolar, tal fato confirma as evidências apresentadas por Flores et al. (2010). A preocupação diária de lidar com situações causadoras de estresse, relacionada à indisciplina escolar, faz com que o professor desperdice energia, o que propicia a perda de motivação para ensinar (Sant’ana, 2012). Além disso, o desrespeito por parte dos estudantes é relatado por Gil (2010) como a segunda principal causa para o abandono da carreira docente. Os motivos considerados para deixar a profissão de professor de educação física são: status da profissão docente, condições de trabalho, colegas de trabalho, carga de trabalho e estresse. Os fatores mais influentes são: instalações deficientes, equipamentos ruins e isolamento dos pares (Mäkelä et al., 2014).

Lapo e Bueno (2003) evidenciaram que a preocupação com saúde tornou‐se um fator motivador para o abandono da carreira. As situações de estresse e a sensação de esgotamento precoce são constatadas em docentes que manifestam o desejo de abandonar a profissão (Santini e Molina Neto, 2005; Martins, 2016). Contudo, bons salários provenientes de planos de cargos e salários vantajosos aos professores não são suficientes para amenizar e/ou sanar os problemas decorrentes do esgotamento profissional que podem levar ao afastamento da profissão docente (Santini e Molina Neto, 2005). Todos esses fatores contextuais, no local de trabalho, podem aumentar ou inibir os professores quanto à capacidade de fazer o seu trabalho (Stroot, 1996)

A insatisfação com o planejamento adotado pela rede de ensino foi relatada por três professores que lecionavam no máximo havia dois anos e foi evidenciada como fator que contribui para o abandono da carreira. Por outro lado, observou‐se que os professores com três e quatros anos de docência estavam mais adaptados à política de funcionamento da unidade educativa e da mantenedora da escola. Ou seja, a insatisfação com o modo pelo qual está organizado o sistema educacional e, mais especificamente, a escola como instituição pública de prestação de serviços e como local de trabalho interferem na percepção dos professores que estão no início de sua atividade docente. A impossibilidade de participar das decisões sobre o rumo do ensino, o excesso de burocracia e a falta de apoio e de reconhecimento do trabalho por parte das instâncias superiores do sistema educacional são fatores geradores de desmotivação no trabalho (Lapo e Bueno, 2003). Esse cenário demonstra que os grupos de professores mais jovens na carreira não estão adaptados ao funcionamento da rede escolar, uma vez que, nesse momento da carreira, existe certo impacto dos professores iniciantes referente à adequação a cultura da unidade escolar (Freitas, 2015).

Contudo, compreende‐se que o desejo de abandono em relação ao planejamento adotado está atrelado ao desejo de modificar e inovar as aulas de educação física, visto que o professor recém‐formado está cheio de energia para lecionar (Sikes, 1985). A falta de preparação para enfrentar as dificuldades da realidade escolar e o desconhecimento do papel do professor de educação física no meio escolar se destacam como fatores que induzem ao abandono da carreira (Flores et al., 2010). Evidencia‐se que o entusiasmo é fragmentado pelo fato de que o professor necessita seguir as normas estipuladas pela rede escolar (Nemiña et al., 2009). De maneira geral, pode‐se constatar que o desejo de abandono da carreira docente está associado ao sentimento de desvalorização do trabalho, bem como à sobrecarga de trabalho (Martins, 2016).

Em relação aos motivos que contribuíram para a permanência dos professores na docência (Quadro 2), observou‐se que todos os participantes do estudo citaram pelo menos um motivo, os aspectos que chamaram atenção dos docentes foram: necessidade financeira, estabilidade estatutária, identificação com a profissão, satisfação no trabalho com crianças e auxiliar na formação dos alunos.

Quadro 2.

Desejo de permanência na carreira docente dos professores de educação física iniciantes

Categorias  Relatos 
Necessidade financeira  Hoje o motivo é porque eu preciso. Moro eu e meu pai e eu não quero ficar dependendo do meu pai. Eu nunca precisei trabalhar tanto que eu até estudava de forma integral e meu pai sempre me sustentou. Então eu não queria continuar com meus 24 anos e meu pai ali me sustentando. É tão bom a gente ter nossa renda. Então essa é a questão que segura, é a remuneração (A1).Eu preciso trabalhar e pagar as minhas contas e por isso não consigo sair da escola tão simples assim (A4). 
Estabilidade estatutária  No município tenho as minhas garantias. Então, é essa estabilidade hoje em dia é o que mais me motiva para me organizar pela questão financeira e familiar (D5).Acho que pela estabilidade de ser concursado esse é o primeiro ponto que faz a gente pensar e falar “calma” e seguir em frente (B2). 
Identificação com profissão  Eu me identifico em ser professora. Eu acredito que é uma carreira que possibilita você não somente ensinar. Mas também a busca da atualização, a busca pelo conhecimento... tenho gostado disso (A3).Sou apaixonado pelo esporte, pelo movimento, e na verdade não me vejo fazendo outra coisa diferente do que eu faço hoje (D3). 
Satisfação no trabalho com crianças  Eu não sei fazer outra coisa. Eu adoro educação física. É muito estressante a indisciplina dos alunos... Você planeja uma aula e às vezes não dá certo. Mas a satisfação dele vir te abraçar de que por mais que seja um pouco você está ajudando na aprendizagem dele é muito bom e é o que eu gosto de fazer (A2). 
Auxiliar na formação dos alunos  Os motivos que me fazem permanecer na carreira é que eu acredito que eu posso contribuir na formação dessas crianças como cidadãos melhores (B3). 

Destaca‐se que a necessidade financeira foi o fator presente em todos os grupos investigados (A1, A4, B1, C3, D2, D4 e D5). Além disso, a estabilidade estatutária pode ser identificada em professores com no mínimo de dois anos de docência (B2, B4, C3 e D5). Por outro lado, questões vinculadas à motivação intrínseca, como a identificação com a profissão (A2, A3, C1, D1 e D3), a satisfação de trabalhar com crianças (A2, B2, D1 e D3) e auxiliar na formação dos alunos (B3 e C2), foram evidenciadas por todos os grupos de experiência docente.

Os professores que pretendem permanecer em seus locais de trabalho relataram ter uma cansativa rotina escolar e por esse motivo justificavam o desejo de lecionar por apenas 20 horas semanais. Sob esse viés, as demandas de tempo e energia, às vezes, comprometem a capacidade do professor de manter seus objetivos de ensino (Stroot, 1996). A rotina do dia a dia propicia o sentimento desfavorável quanto à atuação profissional (Farias et al., 2008), uma vez que as exigências da profissão podem transformar o professor entusiasta em um professor desiludido, o que pode levar ao abandono da carreira (Steffy et al., 2000).

Essa questão leva muitos professores a buscar outros ofícios, além da docência, uma vez que a insatisfação dos docentes com a remuneração colabora para a procura de outros meios e atividades para complementar sua renda familiar. Assim, o pluriemprego acaba por consumir o tempo do professor, que poderia preparar aulas, analisar e adequar questões curriculares às características dos alunos (Both et al., 2016), bem como dedicar‐se ao lazer. A necessidade de remuneração digna que satisfaça suas necessidades pessoais e familiares faz com que professores acumulem uma carga horária semanal de trabalho superior a 40 horas.

Os resultados evidenciaram que os professores permanecem na carreira docente por diversos fatores, com maior intensidade a necessidade financeira e a estabilidade estatutária. Muitas vezes a garantia de não ser demitido, senão por processo administrativo, em um país onde o índice de desemprego é muito grande, pode‐se destacar como um fator de não abandono da profissão. Se o professor não conseguir outro ofício, que possa garantir sua sobrevivência e a de sua família, dificilmente deixará o trabalho, por mais insatisfeito que possa estar (Lapo e Bueno, 2003).

O amor pela profissão, a satisfação de trabalhar com crianças e a importância do papel dos professores de educação física na formação dos alunos foram identificados nos relatos de alguns professores como fatores motivadores da permanência na docência. De fato, o gostar do que se faz e o entusiasmo pelo trabalho evidenciado nos professores de educação física na entrada da carreira evidenciaram‐se como fatores primordiais para a motivação de permanecer no trabalho (Flores et al., 2010). Nesse sentido, observa‐se que o início da carreira do docente é o momento de consonância entre ideais e projetos da vida (Farias e Nascimento, 2012). Nessa fase, os professores apresentam grande entusiasmo na docência (Huberman, 2000; Shoval et al., 2010; Gariglio, 2017), esse é o momento compreendido como uma descoberta positiva da responsabilidade de ser um profissional que faz parte de um corpo docente (Gariglio, 2017) que atua em prol do sistema educativo e da formação humana de seus alunos.

Dessa forma, observou‐se que os fatores que influenciam o desejo de abandono e permanência da docência estão intimamente ligados ao fator financeiro, uma vez que grande parte dos professores anseia desistir da docência pelo baixo salário. Mas permanecem por causa do vínculo do trabalho estatutário, o qual é uma garantia de vínculo empregatício ao professor. As demais colocações, como a indisciplina dos alunos, que automaticamente leva ao estresse, também se destacaram como influenciadores do abandono da carreira. Por outro lado, questões como identificação com a profissão e satisfação de trabalhar com crianças foram observados como pontos positivos para a permanência na carreira.

Por fim, destaca‐se que as limitações do estudo estavam associadas ao baixo número de professores da rede estadual que atuam na cidade de Maringá que atendiam aos critérios de seleção dos participantes. O problema de enquadramento dos participantes do estudo estava vinculado à oferta de concursos públicos, os quais são determinantes para o ingresso do docente no magistério.

Conclusão

Diante das evidências apresentadas no estudo constatou‐se que o desejo de abandono da docência foi evidenciado entre os professores mais jovens do ciclo de entrada. Tal realidade pôde ser observada, com maior intensidade, nos professores com um ano de carreira. O desacordo com as normas da instituição, a indisciplina e a preocupação com a saúde mental foram destacados como fatores determinantes para o abandono da carreira em professores com um e dois anos de docência. Assim, evidenciou‐se que professores com pouco tempo de docência apresentaram instabilidade no cotidiano frente ao processo de adaptação ao funcionamento da rede escolar e aquisição de experiências em sua atuação docente.

O impacto que os professores enfrentam, principalmente com a realidade encontrada na escola, promove a desmotivação do exercício docente. Por isso, além da necessidade da formação inicial de contextualizar o estudante sobre o campo de atuação profissional, é indispensável a feitura de formações continuadas, para atender especificamente aos professores iniciantes, com o intuito de estimular a troca de experiência entre os docentes mais jovens, bem como auxiliar no processo de adaptação ao meio escolar considerando aspectos associados à forma de agir diante de situações conflituosas.

A insatisfação com a remuneração pode ser evidenciada como um fator determinante para o abandono da carreira em todos os grupos investigados. No entanto, esse mesmo fator destaca‐se como influenciador para a permanência na carreira, visto que o trabalho estatutário oferece maior segurança e estabilidade financeira.

O desejo de permanecer na docência somente por 20 horas semanais foi identificado como fator relevante e com maior intensidade nos professores que tinham três e quatro anos de docência. Esse fato pode estar associado ao cansaço mental, relatado por diversos professores que lecionam 40 horas semanais. Contudo, essa insatisfação está associada ao fato de esses professores estarem buscando outros vínculos empregatícios com salários mais atrativos e que demandam menor nível de estresse quando comparados com a rotina escolar.

Dentro dessa temática, os professores relataram, com maior intensidade, o desejo de permanecer na docência, diante da segurança que a carreira estatutária oferece e da necessidade financeira, assim como pela identificação com a profissão, a satisfação de trabalhar com crianças e auxiliar no processo de formação dos alunos. Por outro lado, a desvalorização financeira e profissional, o estresse, a indisciplina e a agressividade dos alunos são fatores que desmotivam a permanência na docência. Sem dúvidas, o desejo de abandono da carreira docente pode ser atenuado por meio da participação da família dentro da escola com o intuito de diminuir os índices de indisciplina e agressividade apresentados pelos alunos, bem como a adoção de políticas na rede de administração das escolas que possibilitem a participação dos professores em suas decisões.

Portanto, recomenda‐se que novas investigações ocorram para confirmar as categorias apresentadas neste estudo para determinar os fatores que influenciam nos desejos de abandono e permanência na profissão. Além disso, sugere‐se que novos estudos busquem construir instrumentos que facilitem a abordagem aos participantes do estudo e análise dos dados.

Financiamento

O presente trabalho não contou com apoio financeiro de qualquer natureza para sua elaboração.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

Referências
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