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Vol. 38. Núm. 3.
Páginas 251-258 (Julio - Septiembre 2016)
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Vol. 38. Núm. 3.
Páginas 251-258 (Julio - Septiembre 2016)
Artigo original
DOI: 10.1016/j.rbce.2016.02.005
Open Access
Percepção da qualidade do ambiente e vivências em espaços públicos de lazer
Perception of quality of environment and experiences in public areas of leisure
Percepción de la calidad del medio ambiente y experiencias en los espacios públicos de ocio
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Emília Amélia Pinto Costa da Silvaa,
Autor para correspondencia
milapcosta@hotmail.com

Autor para correspondência.
, Priscilla Pinto Costa da Silvab, Leonardo dos Santos Oliveirac, Ana Raquel Mendes dos Santosb, Simone Rechiad, Clara Maria Silvestre Monteiro de Freitase
a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós‐Graduação em Educação Física, Curitiba, PR, Brasil
b Universidade de Pernambuco/Universidade Federal da Paraíba, Programa Associado de Pós‐Graduação em Educação Física, Recife, PE, Brasil
c Universidade Integrada de Patos, Laboratório de Fisiologia e Desempenho Humano, Patos, PB, Brasil
d Universidade Federal do Paraná (UFPR), Setor de Ciências Biológicas, Departamento de Educação Física, Curitiba, PR, Brasil
e Universidade de Pernambuco (UPE), Escola Superior de Educação Física, Recife, PE, Brasil
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Tabela 1. Frequência absoluta (n) e relativa (%f) dos aspectos sociodemográficos e relacionados ao uso dos espaços públicos de lazer da cidade de Recife (PE) (n=80)
Tabela 2. Percepção positiva dos espaços públicos de lazer do Recife‐PE (2011)
Tabela 3. Percepção negativa dos espaços públicos de lazer do Recife (PE), 2011
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Resumo

O estudo teve como objetivo analisar a percepção da qualidade dos espaços públicos de lazer e as vivências dos usuários nesses espaços. Recorreu‐se a uma pesquisa, com abordagem qualitativa, em que participaram 80 frequentadores do Parque da Jaqueira e do Calçadão de Boa Viagem, em Recife (PE). Empregou‐se a análise de conteúdo. Os resultados demonstraram que os usuários usufruem dos espaços públicos de lazer, mesmo percebendo que tais espaços necessitam de melhorias no tocante à infraestrutura física e técnica.

Palavras chave:
Políticas públicas
Promoção da saúde
Atividades de lazer
Espaço público
Abstract

The study aimed to analyze the perceived quality of public spaces for leisure and the experiences of users in these spaces. This research has a qualitative approach, the sample is composed of 80 people that always go to the Parque da Jaqueira and Calçadão de Boa Viagem, in Recife‐PE. The data was analyzed by the content analysis. The results show that users enjoy the public spaces of leisure even realizing that such areas need some improvement in terms of physical and technical infrastructure.

Keywords:
Public policy
Health promotion
Leisure activities
Public space
Resumen

El objetivo del estudio fue analizar la calidad percibida de los espacios públicos para el ocio y las experiencias de los usuarios de estos espacios. Se recurrió a una investigación, un enfoque cualitativo, en que participaron 80 personas que solían acudir al parque Jaqueira y al paseo marítimo del Boa Viagem de la ciudad de Recife‐PE. Se aplicó el análisis del contenido. Los resultados mostraron que los usuarios disfrutan de los espacios públicos de ocio aunque se dan cuenta de que estos espacios necesitan mejoras respecto a la infraestructura física y técnica.

Palabras clave:
Políticas públicas
Promoción de la salud
Actividades de ocio
Espacio público
Texto completo
Introdução

Os espaços públicos de lazer contribuem, significativamente, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas (Silva et al., 2012; Araújo et al., 2009; Librett et al., 2007). Esses ambientes podem oferecer benefícios aos usuários, visto que são propícios à promoção da saúde e favorecerem práticas sociais, manifestações da vida urbana e relacionamento entre as pessoas (Araújo et al., 2009). Além disso, os espaços de lazer podem proporcionar suporte social, pois possibilitam uma atratividade para a família e resultam em uma maior integração entre a comunidade e o espaço (Petroski et al., 2009).

Esses ambientes públicos são considerados lugares adequados à prática de atividade física e de lazer (Fermino et al., 2012; Silva et al., 2009; Kaczynski e Henderson, 2008) em que se torna importante considerar suas características como uma atratividade para os usuários, com a finalidade de vivenciar momentos de lazer, aderir a um estilo de vida saudável e melhorar a qualidade de vida (Fermino et al., 2012).

Assim, os parques, que são dotados de infraestrutura física, acessibilidade e segurança, incentivam a prática da atividade física (Bedimo‐Rung et al., 2005). Os fatores associados ao uso, ou não, dos parques podem estar relacionados à visita desse local ou à adesão e manutenção de comportamentos ativos.

O estudo de Collet et al. (2008), que analisou os determinantes socioambientais para a prática de atividades físicas em um parque de Florianópolis, identificou que a percepção dos usuários em relação ao ambiente foi entendida como um fator que influencia a frequência e estimula o uso dos parques urbanos para físicas. Portanto, a qualidade estrutural dos espaços de lazer pode estar associada ao interesse dos usuários.

Um dos grandes desafios da atualidade é estabelecer e manter espaços saudáveis, que incentivem a prática regular de atividade física (Collet et al., 2008), bem como as vivências de lazer. Dessa forma, é necessário considerar que quanto mais opções e qualidade nos espaços e nos equipamentos para práticas de lazer e atividade física, maior será o interesse da população em frequentar esses ambientes (Gehl, 2013; Bedimo‐Rung et al., 2005; Reis, 2001).

De fato, a qualidade desses lugares pode interferir no uso e possibilitar ou impedir que os indivíduos adquiram hábitos saudáveis. Portanto, é importante conduzir estudos, sobretudo com abordagens qualitativas, a fim de investigar fatores relacionados ao uso dos espaços públicos de lazer, seja para experiência de lazer, prática de atividade física, promoção da saúde, socialização, entre outras vivências. Essas informações podem originar indicadores para intervenções de políticas públicas e privadas, no intuito de melhorar os ambientes, principalmente na Região Nordeste, visto que estudos que abordam essa problemática se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste. A partir dessas considerações, este estudo tem como objetivo analisar a percepção da qualidade dos espaços públicos de lazer e as vivências dos usuários nestes espaços.

Material e métodos

O presente estudo caracteriza‐se como uma pesquisa descritiva e exploratória de campo com abordagem qualitativa. A aproximação do pesquisador com o fenômeno estudado possibilita um conhecimento e estabelece experiências no campo pesquisado. Para Banks (2009), a pesquisa de campo permite ao observador aprofundar e ampliar o conhecimento sobre a temática analisada, vivenciar experiências diretas com a circunstância do estudo e o leva ao conhecimento de novos conceitos sobre determinada realidade.

Para a pesquisa, foram selecionados de forma intencional dois espaços de lazer de Recife (PE): o Parque da Jaqueira e o Calçadão de Boa Viagem. Essa escolha foi devida a ambos serem de livre acesso, bem como por apresentar a maior circulação de pessoas da cidade, além dos diferentes atrativos relacionados a vivências de lazer e práticas de atividades físicas, como pistas de caminhada, ciclovia, playground, bicicross, entre outros. Também levou‐se em consideração a localização dos espaços, o Parque da Jaqueira está na Zona Norte e o Calçadão de Boa Viagem na Zona Sul.

O processo de amostragem foi acidental por saturação, em que a partir do momento em que as respostas começaram a ser repetitivas e os dados coletados suficientes para a discussão do objetivo do estudo, deu‐se o ponto de saturação. Dessa forma, na medida em que a coleta era feita foi feita uma pré‐análise, que identificou os pontos principais e os comparou com os dados já coletados, para verificar se as respostas estavam sendo repetidas (Fontanella et al., 2008).

Nesse sentido, a amostra foi composta por 80 usuários, 40 de cada espaço. As recusas para a participação no estudo foram de 21% no Parque da Jaqueira e 27% no Calçadão de Boa Viagem. Foram incluídos usuários do Parque da Jaqueira e/ou Calçadão de Boa Viagem, de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos, sem restrição de escolaridade ou área profissional, que aceitaram participar do estudo. Foram excluídos os usuários que não residiam em Recife, turistas ou indivíduos que não completaram a entrevista.

O instrumento de coleta de dados foi um roteiro de entrevista semiestruturada, elaborado pelos autores, com questões abertas e fechadas. No que se refere às questões abertas, foram perguntados aos usuários quais os motivos para escolha do espaço de lazer e quais as sugestões de melhorias. As questões fechadas, de múltiplas respostas, contemplaram a satisfação dos usuários quanto às características físicas dos espaços delimitados (beleza do espaço, pessoas que frequentam, opções que o espaço oferece etc.), além de identificar as atividades feitas nesses ambientes pelos frequentadores (alongamento, jogar bola, caminhada, corrida etc.). Tal instrumento obedece a um critério que envolve questões pertinentes à temática estudada, permite ao pesquisador inserir novas perguntas, quando necessário, e torna mais eficaz a obtenção dos dados desejados (Minayo, 1996).

As entrevistas foram feita de manhã (8:00h às 12:00h) e à tarde (16:00h às 18:00h), devido à maior circulação nesses horários; em diferentes dias da semana, de março a maio de 2011. Os usuários que frequentavam os espaços delimitados foram abordados uma única vez e cada entrevista teve duração aproximada de 20 minutos.

As entrevistas foram gravadas e transcritas na íntegra. Em seguida, usou‐se o software Analysis of Qualitative Data (Aquad) 6, a fim de obter a frequência absoluta das palavras para a formação das categorias analíticas, cuja estratégia seguida foi a análise de conteúdo de Bardin (2009). Para melhor visualização das categorias, elaborou‐se a figura 1 por meio do software GoDiagram Express v.2.6.2. Os dados de variáveis categóricas foram reportados por frequência absoluta (n) e relativa (%), com análise de respostas múltiplas, quando necessária. Esses valores foram determinados com o auxílio do programa SPSS v.10.

Figura 1.

Estrutura dos espaços de lazer do Recife (PE), 2011.

(0,45MB).

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos da Universidade de Pernambuco, sob o registro 022/11, conforme a resolução n° 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (Brasil, 2003). Ressalta‐se que a prefeitura de Recife permitiu as entrevistas nos espaços públicos de lazer, por meio da Carta de Anuência. Os participantes do estudo foram esclarecidos quanto aos objetivos, aos procedimentos e à privacidade das informações e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Resultados

Para melhor compreensão dos dados advindos das entrevistas, os resultados serão apresentados nas seguintes etapas: primeiramente o perfil sociodemográfico dos participantes do estudo; logo após, as percepções positivas em relação aos espaços públicos de lazer; em seguida, percepções negativas em relação aos espaços públicos de lazer; e, por fim, a análise da categoria estrutura dos espaços de lazer.

A tabela 1 apresenta o perfil sociodemográfico, constata que 55% dos entrevistados do Parque da Jaqueira eram do sexo feminino, enquanto que no Calçadão de Boa Viagem 77,5% eram do masculino. Em relação ao grau de escolaridade, na Jaqueira 37,5% dos indivíduos concluíram o ensino médio e 30% têm ensino superior. No Calçadão de Boa Viagem, 60% concluíram o ensino médio e 15%, o superior. A média dos entrevistados foi de 40,85 anos. Também se verificou que 35% dos usuários do Parque Jaqueira afirmaram frequentar o espaço até duas vezes por semana e no Calçadão de Boa Viagem, 25% declararam frequentar até quatro vezes por semana.

Tabela 1.

Frequência absoluta (n) e relativa (%f) dos aspectos sociodemográficos e relacionados ao uso dos espaços públicos de lazer da cidade de Recife (PE) (n=80)

Variável  Parque da Jaqueira  Calçadão de Boa Viagem 
  n (%f)  n (%f) 
Sexo
Homem  18 (45,0)  31 (77,5) 
Mulher  22 (55,0)  9 (22,5) 
Faixa etária
19 a 34 anos  15 (37,0)  18 (45,0) 
35 a 49 anos  10 (25,0)  14 (35,0) 
50 a 59 anos  7 (17,5)  4 (10,0) 
60 a 78 anos  8 (20,0)  4 (10,0) 
Escolaridade
Analfabeto  –  1 (2,5) 
Ensino fundamental I incompleto  2 (5,0)  1 (2,5) 
Ensino fundamental I completo  3 (7,5)  1 (2,5) 
Ensino fundamental II incompleto  4 (10,0)  3 (7,5) 
Ensino fundamental II completo  2 (5,0)  2 (5,0) 
Ensino médio incompleto  –  2 (5,0) 
Ensino médio completo  15 (37,5)  24 (60,0) 
Superior incompleto  2 (5,0)  – 
Superior completo  12 (30,0)  6 (15,0) 
Frequência nos espaços de lazer
Todos os dias  1 (2,5)  6 (15,0) 
Até 2x/semana  14 (35,0)  8 (20,0) 
Até 4x/semana  11 (27,5)  1025,0 
Até 6x/semana  2 (5,0)  5 (12,5) 
Apenas dias de semana  11 (27,5)  8 (20,0) 
Apenas no final de semana  1 (2,5)  3 (7,5) 

Na tabela 2 apresentam‐se as percepções positivas dos sujeitos em relação aos espaços públicos de lazer. Considerando a beleza do espaço e as pessoas que frequentam, os percentuais foram similares entre os usuários dos dois locais. No que diz respeito à segurança, os frequentadores do Parque da Jaqueira (62,5%) apreciam mais, quando comparados com os usuários do Calçadão de Boa Viagem (45%).

Tabela 2.

Percepção positiva dos espaços públicos de lazer do Recife‐PE (2011)

Variável  Parque da JaqueiraCalçadão de Boa Viagem
  % casos  % casos 
Calçadão de Boa Viagem
Beleza do espaço  40  20,0  100,0  39  20,7  97,5 
Pessoas que frequentam  40  20,0  100,0  38  20,2  95,0 
Opções que o espaço oferece  37  18,5  92,5  31  16,5  77,5 
Segurança  25  12,5  62,5  18  9,6  45,0 
Distância para residência  27  13,5  67,5  31  16,5  77,5 
Programas de esporte e/ou lazer  26  13,0  65,0  27  14,4  67,5 
Outros  2,5  12,5  2,1  10,0 
Total  200  100,0  500,0  188  100,0  470,0 

Nota: n é o número de usuários que assinalaram a cada motivo positivo, em relação à apreciação do espaço. A coluna percentual (%) informa a frequência relativa do total de respostas representada por cada motivo. A coluna percentual de casos (% de casos) é a frequência relativa de casos válidos representados por cada resposta, então esses valores não levam em consideração os usuários sem resposta.

Na tabela 3 são apresentadas as percepções dos sujeitos quanto ao ambiente, identifica‐se o que os frequentadores não apreciam nos espaços delimitados. Os usuários do Parque da Jaqueira relataram maior insatisfação com o estacionamento (64%) e com a falta de programas de esporte e/ou lazer (48%). Em relação aos usuários do Calçadão de Boa Viagem, o resultado foi similar e os frequentadores também não estão satisfeitos com o estacionamento (64,5%) nem com a falta de programas de esporte e/ou lazer (48,4%).

Tabela 3.

Percepção negativa dos espaços públicos de lazer do Recife (PE), 2011

Variável  Parque da JaqueiraCalçadão de Boa Viagem
  % casos  % casos 
Número alto de pessoas frequentando  11,3  24,0  8,6  22,6 
Condição do espaço e dos equipamentos  15,1  32,0  7,4  19,4 
Falta de opções para vivências de lazer e/ou prática de atividades físicas  3,8  8,0  11  13,6  35,5 
Estacionamento  16  30,2  64,0  20  24,7  64,5 
Falta de estrutura  3,8  8,0  11  13,6  35,5 
Falta de programas de esporte e/ou lazer  12  22,6  48,0  15  18,5  48,4 
Outros  13,2  28,0  11  13,6  35,5 
Total  53  100,0  212,0  81  100,0  261,3 

Nota: n é o número de usuários que assinalaram a cada motivo negativo, em relação à apreciação do espaço. A coluna percentual (%) informa a frequência relativa do total de respostas representada por cada motivo. A coluna percentual de casos (% de casos) é a frequência relativa de casos válidos representados por cada resposta, então esses valores não levam em consideração os usuários sem resposta.

No que diz respeito à análise da categoria estrutura dos espaços de lazer (fig. 1), a técnica usada foi a análise de conteúdo, que permitiu o cruzamento das respostas. Ressalta‐se que a categoria está representada na cor cinza escuro, a qual se refere às opções de lazer e de atividade física oferecidas nos espaços, bem como à opinião dos frequentadores em relação a esses ambientes. As subcategorias, na cor cinza claro, remetem à atividade física/lazer; os motivos da escolha do lugar; e às sugestões de melhorias para o Parque da Jaqueira e o Calçadão de Boa Viagem. Na cor branca, estão representadas as variáveis de maior frequência, no que diz respeito a cada ambiente.

Discussão

Na presente investigação, analisaram‐se a percepção da qualidade dos espaços públicos de lazer e as vivências dos usuários nesses espaços. O principal achado deste estudo indicou que os usuários usufruem dos espaços públicos de lazer, apesar de perceberem que tais espaços necessitam de melhorias no tocante à infraestrutura física e técnica. Destacaram‐se, em relação à percepção positiva, a beleza do espaço e as pessoas que frequentam. Em contrapartida, verificou‐se, entre os usuários, uma maior insatisfação com o estacionamento e com a falta de programas de esporte e/ou lazer.

Em relação ao perfil sociodemográfico, constatou‐se um maior número de mulheres no Parque da Jaqueira. É importante salientar que se trata de um parque fechado, pode oferecer maior sensação de segurança aos usuários, mesmo que alguns tenham relatado não apreciar a segurança. Já no Calçadão prevaleceu um maior número de sujeitos do sexo masculino, em que esse achado é semelhante a estudos prévios (Rotta e Pires, 2010; Cassou, 2009; Silva et al., 2009; Collet et al., 2008; Cohen et al., 2007; Santos, 2007).

A respeito do grau de escolaridade, a maior parte dos indivíduos, tanto da Jaqueira quanto do Calçadão de Boa Viagem, concluiu o ensino médio, seguidos de usuários que tinham o ensino superior. No estudo de Cassou (2009), feito em parques e praças de Curitiba (PR), identificou‐se que a maioria dos usuários dos parques não tinha o ensino superior, enquanto que os usuários das praças concluíram o ensino superior. Pode‐se entender que frequentadores de parques e/ou praças são sujeitos que têm uma formação básica. No entanto, é preciso mais estudos para analisar especificamente essa variável, a fim de identificar a relação entre o grau de escolaridade e o uso de espaços públicos de lazer.

No que se refere à idade, a maior parte dos entrevistados da Jaqueira e do Calçadão era de adultos. Estudos similares também apresentam esses resultados. O estudo de Cohen et al. (2007) constatou a média de 36 anos. Na investigação de Santos (2007), as faixas etárias de maiores prevalências foram de 15‐24 anos (30,3%) e 25‐34 anos (26,4%). Em relação ao uso dos espaços pesquisados, percebeu‐se que os usuários do Calçadão frequentam mais o espaço de lazer quando comparados com os usuários da Jaqueira, embora não tenha sido perguntado o motivo dessa frequência, pode ser devido ao tempo disponível. Outro motivo que corresponde à frequência de uso espaços pode ser relacionado à companhia, como identificou o estudo de Fermino et al. (2012). Destaca‐se, portanto, a importância de identificar a frequência com que os indivíduos vão para os espaços públicos de lazer, para que sejam sempre planejadas intervenções para motivar os moradores a frequentar cada vez mais esses ambientes.

O estudo de Oliveira e Rechia (2009), ao descrever o planejamento dos espaços de lazer de Curitiba, aponta que esses ambientes podem ser considerados potencializadores no que diz respeito às experiências de lazer, em que a população da cidade parece ter adotado os parques como meio importante para experiências de lazer. Dessa forma, sabe‐se que as características positivas desses espaços, tais como beleza e opções de lazer/atividade física, podem influenciar o uso ou não desses espaços.

No que concerne às percepções positivas quanto aos ambientes do presente estudo, à beleza do espaço e às pessoas que frequentam esses espaços, são considerados elementos satisfatórios. A pesquisa de Collet et al. (2008) identificou que a estética dos espaços foi considerada um fator positivo para atividade física. Outro ponto positivo encontrado na presente pesquisa está relacionado às pessoas que frequentam. Nesse sentido, o estudo de Silva et al. (2009) aponta que os valores e atitudes sociais, tais como comportamento dos usuários, apoio e/ou incentivo dos amigos e o valor atribuído ao parque pela comunidade, foram considerados motivantes para a prática de atividade física.

Destaca‐se que as percepções positivas, por parte dos sujeitos, não influenciam apenas no que se refere à prática da atividade física, mas também às relações sociais instituídas e/ou fortalecidas nesses espaços. Assim, o bom funcionamento, a manutenção e as opções que o espaço público de lazer oferece podem refletir na preservação e satisfação dos sujeitos frequentadores (Kaczynski e Henderson, 2007).

No que tange à percepção de segurança, os usuários do Parque da Jaqueira sentem‐se mais seguros em relação aos sujeitos do Calçadão. A questão da segurança no estudo de Silva et al. (2009) foi considerada um fator estimulador para a prática de atividade física. No entanto, na pesquisa de Collet et al. (2008) a segurança foi relatada como pouco significativa. Todavia, é preciso levar em consideração a percepção da segurança, pode ser um fator determinante para os sujeitos frequentarem os espaços públicos de lazer. Chama‐se novamente a atenção para o maior número de mulheres no Parque da Jaqueira quando comparado com o Calçadão de Boa Viagem, o que remete a uma suposição de que as mulheres se sentem mais seguras no parque.

A proximidade dos ambientes de lazer com as residências dos usuários foi considerada satisfatória. Assim, a construção de parques públicos próximo às residências torna‐se elemento facilitador (Hino et al., 2010; Kaczynski; Potwarka; Saelens, 2007; Cohen, 2007), pode ser um estímulo para o uso desses ambientes. A esse respeito, Hildebrand et al. (2001) identificaram que o maior percentual das pessoas que frequentam os parques de lazer são moradores próximos e com acesso facilitado. Outro estudo (Kaczynski e Henderson, 2007), que analisou o ambiente físico por meio de uma pesquisa de revisão, encontrou em 40% dos estudos um elevado nível de atividade física em usuários que residiam próximo aos ambientes de lazer.

Por meio dessa análise, pode‐se entender que os sujeitos que residem próximo podem frequentar mais o espaço de lazer e por esse motivo é importante a construção de parques e praças em diferentes espaços da cidade, com o intuito de possibilitar e dar oportunidade a toda a população de frequentar e ter diferentes vivências nesses ambientes. Vale salientar que esses espaços devem também ser pensados para as crianças, visto que a estrutura desses ambientes dificilmente é planejada para esse público. Além disso, o medo e a insegurança estão cada vez mais presentes nas cidades, fazem com que o público infantil desista de usar os espaços de lazer, como aponta a pesquisa de Wenetz (2013).

Observou‐se que os sujeitos apreciam os programas de esporte e lazer, como a Academia da Cidade, mesmo que alguns aleguem que não participam das atividades oferecidas pelo programa. Ressalta‐se que a Academia da Cidade é um projeto implantado em Recife em 2002, por meio da Secretaria de Saúde. Tem a intenção de promover saúde, dá ênfase à atividade física, ao lazer e à alimentação saudável. O projeto tem como objetivo proporcionar saúde e bem‐estar aos participantes, é uma opção para a busca de qualidade de vida nos espaços de lazer da cidade (Prefeitura da Cidade do Recife, 2010).

Dessa maneira, é necessário que sejam feitas campanhas educativas que estimulem a participação, pois esses projetos podem ser considerados elementos norteadores para a promoção da saúde e estímulos para a população adquirir hábitos saudáveis. A esse respeito, Parra et al. (2010) fizeram uma observação sistemática nos parques e praças de Recife que recebiam ou não o programa e identificaram que a Academia da Cidade parece ser uma estratégia para uso dos espaços e a promoção da atividade física entre os moradores de Recife.

Referente às características dos ambientes, constatou‐se que a maior insatisfação, em ambos os espaços, está relacionada à qualidade do estacionamento e à falta de programas de esporte e lazer. No estudo de Reis (2001), o estacionamento foi considerado um dos domínios físicos que estimulam a prática de atividade física. Por outro lado, a pesquisa de Collet et al. (2008) revelou que o estacionamento foi relatado como um pouco estimulador. Enfatiza‐se que uma melhor estrutura das calçadas e a segurança nos arredores dos espaços públicos podem motivar as pessoas frequentarem esses ambientes caminhando, sem necessariamente usar o estacionamento.

Também foi possível observar que os usuários da Jaqueira estão mais insatisfeitos com as condições dos espaços e dos equipamentos e no Calçadão de Boa Viagem prevaleceu a insatisfação relacionada à falta de estrutura e de opções para vivências de lazer e/ou atividade física. Dessa forma, as características estruturais parecem ter um papel fundamental na escolha da adesão à atividade física. Hallal et al. (2010) chamam a atenção a respeito das intervenções ambientais e na área de políticas públicas, indicadores significativos para a promoção da atividade física, pois essas são elaboradas com o intuito de influenciar grandes grupos populacionais, a partir das ofertas de espaços e serviços públicos. Fazer manutenções e melhorias nesses espaços pode estimular e motivar cada vez mais seu uso.

Em relação à falta de programas de esporte e lazer, é importante salientar que nos dois espaços é desenvolvido o projeto Academia da Cidade, que permite a prática de atividade física, com profissionais qualificados que oferecem aulas, gratuitamente, para a população. No entanto, muitos dos entrevistados não tinham conhecimento dos horários e informações de como participar, como alegou o Entrevistado 59 do Calçadão de Boa Viagem: “Apesar que eu não sei onde se inscreve e tal, como é, para praticar esporte, mas era bom que seja mais à vista para a gente saber como é que se inscreve e tudo mais, porque eu não vejo isso não”. Assim, é necessária uma maior articulação dos gestores com a comunidade, informar os dias e os horários das atividades desenvolvidas nos espaços públicos de lazer.

Considerando a categoria estruturas dos espaços de lazer, no que diz respeito às atividades física e de lazer, percebeu‐se que as mais representativas foram ficar sentado, caminhada, encontrar amigos e fazer alongamento. Cassou (2009), em estudo similar, também identificou a prevalência de atividades como caminhada, corrida e alongamento. Destacam‐se que nos dois espaços objetos da pesquisa há espaços propícios para atividades como corrida e caminhada, além de propiciar aos seus frequentadores recantos favoráveis à socialização.

Quanto aos motivos da escolha do lugar, percebeu‐se que as respostas advindas dos sujeitos de ambos os espaços estavam relacionadas às opções de atividade física e de lazer, os elementos naturais e a proximidade da residência, como relatou o Entrevistado 1 do Calçadão de Boa Viagem: “É um lugar que é bem arejado e tem várias opções de lazer. Tem quadra de tênis, tem futebol de areia, tem futebol de campo”. No Parque da Jaqueira, os usuários também alegaram que a escolha do lugar está relacionada aos espaços determinados para as crianças, como afirmou o Entrevistado 40: “Porque eu acho um ambiente agradável, tem bastante contato com a natureza, tem espaço para as crianças brincarem, aí deixa a gente mais confortável, relaxada e tranquila”. No Calçadão de Boa Viagem, os sujeitos relataram que os motivos estão relacionados à infraestrutura da Academia da Cidade e ao contato social. De fato, constatou‐se que os usuários do Calçadão participam mais do projeto Academia da Cidade quando comparados com os frequentadores da Jaqueira.

No tocante às sugestões de melhorias, as mais referidas pelos entrevistados foram a segurança e a manutenção. Desse modo, é preciso considerar que esses elementos podem influenciar o uso desses ambientes pelos sujeitos, como aponta o estudo de Florindo et al. (2011), que analisou a associação da prática de atividade física com a percepção do ambiente comunitário por adultos e indicou que as pessoas com percepções positivas apresentam mais chances de ser ativas. Destaca‐se, ainda, que a manutenção dos espaços e equipamentos de lazer, bem como a animação, pode ser considerado instrumentos importante para ressignificação dos ambientes de lazer (Mariano e Marcellino, 2008), chamar mais atenção dos indivíduos para o uso desses ambientes.

Os sujeitos também alegaram a necessidade de mais banheiros, opções de lazer e atividades físicas. Para Kaczynski et al. (2008), os parques, quando planejados com variadas estruturas, como banheiros, paisagem interessante, tornam‐se atrativos por ser usados de forma mais ativa. Assim, os parques, quando bem estruturados, podem exercer influência na ocupação desses ambientes, como a promoção de vivências de lazer e práticas de atividade física, é necessário que os gestores dos espaços públicos estejam atentos às necessidades dos usuários, para que haja modificações e manutenções periódicas.

Identificou‐se, igualmente, a necessidade de profissionais de educação física nos espaços de lazer, para que os frequentadores tenham uma orientação adequada em relação à prática de atividade física. O Entrevistado 5 do Parque da Jaqueira sugeriu que “deveria ter pelo menos algumas pessoas para que possa dar uma sugestão para aqueles que tão começando. Aqueles velhinhos às vezes que tentam fazer as coisas pra melhorar e às vezes complica a situação, porque não têm uma orientação adequada”. Em relação ao Calçadão, o Entrevistado 60 alertou que “queria mais que tivesse instrutores para ensinar a gente aqui, pelo menos uma vez por dia”. Além da presença de um profissional de educação física, é preciso também fomentar uma política de animação sociocultural, para que assim seja possível uma ampliação de experiências de lazer, como identificou o estudo de Stoppa et al., 2011.

A partir disso, observa‐se que os sujeitos usufruem dos espaços públicos de lazer, mesmo percebendo que tais espaços necessitam de melhorias no tocante à infraestrutura física e técnica. É importante salientar que quanto mais qualificados forem esses espaços, maior será o número de frequentadores.

Destaca‐se ainda a importância de pesquisas como essas, visto que para compreender e transformar as cidades é preciso primeiramente observá‐la, ouvi‐la, investigá‐la, interpretá‐la, examiná‐la e estudá‐la por meio da sociologia, política e economia (Freitag, 2012). Assim, é necessário que os gestores dos parques públicos e os sujeitos frequentadores estejam articulados, para que, dessa maneira, sejam atendidos os anseios e criadas estratégias de melhorias dos espaços, a partir das necessidades reais dos usuários.

Conclusões

Os resultados do presente estudo indicaram que os usuários do Parque da Jaqueira apresentaram maior satisfação com a qualidade dos espaços quando comparados com os usuários do Calçadão. Em adição, percebeu‐se que as experiências de lazer e práticas de atividades físicas dos indivíduos de ambos os espaços são parecidas. Todavia, ressalta‐se que as atividades desenvolvidas pelos sujeitos, no interior dos ambientes, estão de acordo com as opções oferecidas.

Em geral, a maior insatisfação está relacionada com a qualidade do estacionamento e com a falta de programas de esporte e lazer. Nesse sentido, é importante salientar que os espaços oferecem programas de atividade física, mas é necessária uma maior divulgação para que os usuários estejam cientes dos programas e projetos desenvolvidos dentro dos espaços. Em adição, chama‐se a atenção para a importância da identificação dos interesses dos frequentadores, a fim de que os projetos sejam executados a partir dos anseios da população.

Por fim, sugere‐se que sejam feitas políticas de manutenção e estratégias de programas de promoção da saúde e do lazer dentro dos espaços públicos, pode ser um fator estimulante para as pessoas usarem esses espaços, pois, quando bem estruturados e qualificados, passam a ser motivadores para a vivência de lazer e práticas de atividades físicas.

Financiamento

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), bolsa de mestrado.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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