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DOI: 10.1016/j.rbce.2019.01.003
Open Access
Disponível online o 6 Julho 2019
Validade e confiabilidade de testes para a obtenção da frequência cardíaca máxima em natação
Validity and reliability tests for obtaining the maximum heart rate for swimming
Validez y fiabilidad de pruebas para la obtención de la frecuencia cardíaca máxima en natación
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Rafael Gonçalves Silvaa, Paulo Roberto dos Santos Amorima, Maicon Rodrigues Albuquerquea, Guilherme de Azambuja Pussieldia, Gustavo Ramos Dalla Bernardinab,
Autor para correspondência
gustavordalla@gmail.com

Autor para correspondência.
, Robson Bonoto Teixeiraa, João Carlos Bouzas Marinsa
a Departamento de Educação Física, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG, Brasil
b Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Tabelas (3)
Tabela 1. Melhor tempo de prova dos 100 e 200 metros crawl dos últimos seis meses prévios aos testes
Tabela 2. Variáveis analisadas nos testes de 100 e 200 metros crawl
Tabela 3. Lactato (La) e frequência cardíaca máxima (FCmáx) obtidos no primeiro e segundo testes de 100 e 200 metros crawl
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Resumo

O desenvolvimento de um protocolo específico na natação para detectar a Frequência cardíaca máxima (FCmáx) pode qualificar a prescrição e controle de treinamento na natação. Dessa forma, o estudo objetivou validar um teste específico para obtenção da FCmáx em natação, para o nado crawl. Onze nadadores masculinos, de nível universitário, nadaram as distâncias de 100 e 200 metros crawl, em velocidade máxima, com monitoramento da FC, através de um monitor cardíaco. A validade foi avaliada pela relação entre FCmáx e lactato e a confiabilidade por teste e reteste de cada distância. A FCmáx dos 100 e 200 metros no teste foi de 187,6 ± 7,23 e 187,6 ± 7,54 bpm (p > 0,05) e no reteste de 188,3 ± 8,3 e 189,5 ± 8 bpm (p > 0,05). Encontraram‐se altos valores de correlação para FCmáx obtida e concentração de lactato nos dois testes (100 e 200 metros). Correlações positivas significativas entre teste e reteste mostraram a confiabilidade dos testes (100 metros – 0,910, p < 0,001 e 200 metros – 0,950, p < 0,001). Conclui‐se que os testes propostos são capazes de gerar, com precisão, a FCmáx de nadadores de nível universitário, são uma importante variável usada para cálculo das zonas de intensidade do treinamento e ferramenta para monitoramento da evolução do atleta durante a temporada.

Palavras‐chave:
Exercício físico
Resposta cardíaca
Treinamento esportivo
Teste físico
Abstract

The development of a specific protocol to detect swimming Maximum Heart Rate (HRmax) can qualify the prescription and control training in swimming. Thus, the aim of this study was to validate a specific test to obtain HRmax in swimming, to freestyle. Eleven male swimmers, college‐level, swam the distances of 100 and 200 meters at maximum speed, with heart rate monitoring, through a cardiac monitor. The validity was evaluated by the relation between HRmax and lactate, and the reliability by test and retest of each distance. The HRmax of the 100 and 200 meters in the test was 187.6±7.23 and 187.6±7.54 bpm (p>0.05) and in the retest of 188.3±8.3 and 189.5±8 bpm (p>0.05). High correlation values were found for HRmax obtained and lactate concentration in both tests (100 and 200 meters). Significant positive correlations between test and retest showed the reliability of the tests (100 meters – 0.910, p<0.001 e 200 meters – 0.950, p<0.001). It is concluded that the proposed tests are capable of generating, with accuracy, the HRmax of college‐level swimmers, being an important variable used to calculate training intensity zones and a tool to monitor the evolution of the athlete during the season.

Keywords:
Physical exercise
Cardiac response
Sports training
Physical test
Resumen

El desarrollo de un protocolo específico en natación para detectar la frecuencia cardíaca máxima (FCmáx) puede condicionar la prescripción y el control del entrenamiento en natación. De esta forma, el objetivo del estudio fue validar una prueba específica para la obtención de la FCmáx en natación, en el estilo crol. Once nadadores masculinos, de nivel universitario, nadaron las distancias de 100 y 200 metros a toda velocidad, con control de la frecuencia cardíaca mediante un monitor cardíaco. La validez se evaluó por la relación entre la FCmáx y el lactato, y la fiabilidad por la relación entre el test y el retest de cada distancia. La FCmáx de 100 y 200 metros en el test fue 187,6 ± 7,23 y 187,6 ± 7,54 lpm (p > 0,05) y en el retest, 188,3 ± 8,3 y 189,5 ± 8 lpm (p > 0,05). Se encontraron elevados valores de correlación obtenidos para la FCmáx y la concentración de lactato en las dos pruebas (100 y 200 metros). Correlaciones positivas importantes entre el test y el retest mostraron la fiabilidad de las pruebas (100 metros: 0,910; p < 0,001 y 200 metros: 0,950; p < 0,001). Se concluye que las pruebas propuestas son capaces de generar, con precisión, la FCmáx de nadadores de nivel universitario y son una importante variable usada para calcular las zonas de intensidad del entrenamiento y una herramienta para el control de la evolución del nadador durante la temporada.

Palabras clave:
Ejercicio físico
Respuesta cardíaca
Entrenamiento deportivo
Prueba física
Texto Completo
Introdução

O controle de variáveis intervenientes no processo de treinamento, com testes físicos cujas respostas permitem o monitoramento da carga de trabalho, é imprescindível para que o atleta se qualifique e aprimore progressivamente sua capacidade de rendimento (Cielo et al., 2007; Marins et al., 2010). Nesse sentido, na natação, pesquisadores têm estudado variáveis fisiológicas [frequência cardíaca (FC), consumo de oxigênio (VO2) e lactato sanguíneo] durante testes incrementais a fim de entender suas respostas quando os indivíduos são submetidos ao esforço máximo na água (Fernandes et al., 2011; de Jesus et al., 2015; Pelarigo et al., 2017).

Existe uma relação direta entre FC, VO2 e lactato sanguíneo, ou seja, essa progressão conjunta é válida em diferentes níveis de intensidade (Filipatou et al., 2006). Diante dos complexos procedimentos e custos para se determinarem o VO2 e o lactato (Pelarigo et al., 2017), a resposta da FC se torna uma opção para quantificar a intensidade do esforço, habitualmente usada em testes clínicos (Araújo e Pinto, 2005) e para prescrever e controlar a intensidade do exercício em programas de treinamento e reabilitação (Zavorsky, 2000; Nogueira et al., 2003).

É sabido que exercícios feitos na água apresentam características específicas, como fatores relacionados à imersão e posição corporal, que influenciam nos indicadores de intensidade de esforço quando comparados com os exercícios feitos em ambiente terrestre (Graef e Kruel, 2006). Dessa forma, a prescrição de exercícios com o uso do conceito da FC de reserva (Karvonen et al., 1957) torna importante obter a FC máxima (FCmáx) na natação. Essa forma de prescrição tem como principal fator a ser considerado a individualidade do treinamento, pois leva em consideração a FC basal e máxima do avaliado.

Considerando que as equações de predição da FCmáx podem gerar um erro em relação ao valor real (Marins et al., 2010; Nogueira et al., 2003), é necessária a definição de protocolos de testes máximos na intenção de reduzir os erros associados a essas estimativas. Além disso, ainda não se tem o conhecimento de equações elaboradas para natação (Marins et al., 2010) e o uso das validadas para outros grupos, como corredores e ciclistas, poderia diminuir ainda mais a precisão na prescrição do exercício (Banaee et al., 2013; Whyte et al., 2008).

Inicialmente, os testes de obtenção da FCmáx na natação eram feitos em um ergômetro específico (swimming flume), que não é realidade para muitos atletas, e pelo nado atado. Além disso, cada grupo de pesquisadores usou um protocolo incremental diferente, como aumento da frequência de braçada (McArdle et al., 1971), da velocidade do nado controlada pelo ergômetro (Holmér et al., 1974) e da quilagem no teste de nado atado (Dixon e Faulkner, 1971). Esses testes apresentam uma complexidade, com a necessidade de o nadador ser experiente, além de dispender um tempo longo para cada atleta. O teste pode durar aproximadamente uma hora. Cuidados em relação às diferenças metodológicas nos procedimentos, como classificação de um esforço como submáximo, familiaridade com o teste e presença de outliers, também podem interferir nos resultados (Zavorsky, 2000).

Além dos pontos mencionados até aqui, estabelecer a FCmáx na natação se faz necessário, pois uma análise criteriosa do seu comportamento em determinados momentos da periodização de um atleta pode indicar o excesso de treinamento (Zavorsky, 2000; Bell e Ingle, 2013). Ainda não foram encontrados estudos com o objetivo de validar um protocolo incremental para obtenção da FCmáx. Dessa forma, torna‐se necessária a validação de testes direcionados especificamente para a obtenção da FCmáx nesse esporte. Assim, o objetivo deste estudo foi validar um teste específico para obtenção da FCmáx na natação. Tem‐se como hipótese que o teste proposto é capaz de gerar o esforço máximo do nadador, é válido e confiável para obter a FCmáx na natação.

MétodosParticipantes

O estudo foi desenvolvido a partir de uma amostra de conveniência. O grupo amostral foi composto por 11 nadadores de nível universitário, de 22,09 ± 2,39 anos, peso de 76,93 ± 5,4kg, estatura de 1,77 ± 0,05 metros e percentual de gordura de 16,36 ± 5,87%, todos do sexo masculino. Esse grupo foi selecionado numa população de nadadores de nível universitário que treinavam regularmente durante os últimos 12 meses com frequência semanal de, no mínimo, quatro vezes. Todos os nadadores se encontravam na fase de transição dentro da periodização do treinamento, ou seja, estavam recém‐saídos da fase competitiva, no auge de sua preparação.

Todos os procedimentos feitos foram previamente aprovados pelo Comitê de Ética em pesquisas com seres humanos da Universidade Federal de Viçosa (Of. Ref. No 180/2011), estão de acordo com resolução específica do Conselho Nacional de Saúde (n° 466/2012).

Protocolo experimental

As medidas antropométricas (massa corporal, estatura e percentual de gordura) foram coletadas para a caracterização da amostra antes dos testes, foram feitas por um único avaliador com alta experiência na execução das técnicas necessárias. Os registros antropométricos tomaram como referência as indicações propostas por Marfell‐Jones (2006), foram feitas sempre de manhã. Para o cálculo do percentual de gordura, foi usada a equação de estimativa por sete dobras cutâneas de Jackson e Pollock (1978). Foi usado o software Avaesporte® para calcular os dados de percentual de gordura.

Para o registro da frequência cardíaca ao longo do experimento foi usado o monitor cardíaco TEAM2PRO® (Polar®, Finlândia), programado para registrar a FC com intervalo a cada segundo. Para que a banda do monitor cardíaco não se deslocasse da sua posição inicial (abaixo do processo xifoide), todos os nadadores usaram um top, colocado para manter a fita transmissora no local de melhor contato para a coleta dos batimentos pela banda, de forma a não haver perda no sinal de registro da FC.

O protocolo aplicado correspondeu a duas fases, uma de aquecimento e outra principal. Na fase de aquecimento, padronizada entre todos os testes, o atleta nadou 400 metros no estilo crawl (saiu de dentro da piscina) em uma intensidade que variou de leve a moderada, de acordo com a percepção de esforço do avaliado. O tempo de aquecimento foi variável, porém nunca inferior a quatro minutos e nem superior a oito minutos, conforme feito no trabalho de Scolfaro et al. (1998) para avaliar a FCmáx.

A parte principal consistiu em nadar, em dias diferentes, 100 ou 200 metros no menor tempo, logo após o aquecimento, sem intervalo de recuperação. Para atender aos objetivos deste trabalho, todos os nadadores de nível universitário fizeram as duas variações de teste em dois momentos (teste–reteste), ou seja, aqueles submetidos ao teste de 100 metros em um determinado dia repetiram o mesmo (reteste) no dia seguinte. No terceiro dia, fez‐se o teste de 200 metros, repetido no quarto dia.

A fim de diminuir interferências externas, os nadadores foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Os nadadores do primeiro grupo faziam o teste e resteste de 100 metros nos dois primeiros dias e os testes de 200 metros nos dois seguintes, o segundo grupo fazia os testes na ordem inversa.

O teste foi considerado máximo quando o atleta atingiu no mínimo dois entre os três critérios abaixo:

a) completar o protocolo entre 85% e 100% de seu melhor tempo de prova dos 100 e 200 metros crawl nos últimos seis meses prévios ao teste (tabela 1); b) obter valores de concentração de lactato pós‐teste superiores a 8mmol/L (Pyne et al., 2001); c) relatar valores de PSE superior a 18 (ACSM, 2006).

Tabela 1.

Melhor tempo de prova dos 100 e 200 metros crawl dos últimos seis meses prévios aos testes

Avaliado  Melhor tempo de prova (segundos)
  100 metros  200 metros 
61  140 
63  141 
64  157 
72  169 
59  140 
70  165 
71  171 
66  142 
61  145 
10  62  144 
11  68  166 
Média  65,18  152,73 
Desvio‐padrão  4,49  12,87 

Após a chegada ao fim do teste, os nadadores indicavam sua percepção subjetiva de esforço (PSE) em uma tabela com valores que variavam de seis (sem esforço algum) a 20 (máxima intensidade) (Borg, 1982).

Depois de indicarem sua PSE, foi registrada a concentração de lactato sanguíneo. As amostras sanguíneas foram obtidas por punção na polpa digital a cada minuto, até que um valor inferior ao anterior fosse registrado, adotou‐se, assim, esse valor mais elevado. Esse processo foi feito com o uso de lancetas (Accu‐check Softclix®, Roche®, Brasil) e a coleta do sangue nas fitas apropriadas foi analisada por um aparelho destinado a esse fim (Accutrend®, Roche®, Brasil). Todo o material descartável era colocado de forma correta em recipientes apropriados e destinados como lixo hospitalar, respeitaram‐se assim as normas de segurança biológica ao meio ambiente.

Todos os testes foram aplicados de manhã, das 8h às 12h. Os testes foram feitos em uma piscina oficial para competições, com as raias dispostas em 25 metros. A temperatura da água variou entre 25 e 28oC, estava dentro das normas recomendadas pela Federação Internacional de Natação (Fina). Além disso, no dia anterior ao início dos testes os treinos foram suspensos.

Os registros de FC foram transmitidos para um computador pessoal (Presario CQ40‐713BR®, COMPAQ HP, Brasil) e posteriormente organizados pelo programa POLAR TEAM.

Análise dos dados

O teste de Shapiro‐Wilk (n ˂ 50) revelou que o tempo de teste de 100m e o melhor tempo de prova dos 100 metros crawl nos últimos seis meses prévios ao teste mostraram uma distribuição normal (p ˃ 0,05). Todos os outros dados (FCmáx obtida, PSE, lactato, percentual do melhor tempo) eram não normalmente distribuídos (p ˂ 0,05). Para a validade de testes, os escores de FCmáx e Lactato (La) foram padronizados, por serem transformados em escore z [z = (score – pontuação média)/DP], pois as pontuações para cada método foram medidas em diferentes unidades. A FCmáx e a La transformadas foram analisadas com os testes de Wilcoxon signed‐rank e método de Bland & Altman. Para a confiabilidade dos testes, foram feitos testes de Wilcoxon signed‐rank, coeficiente de correlação de Spearman (rho), coeficiente de correlação intraclasse (CCI) e método de Bland & Altman, analisados para primeiro e segundo dias de testes. Para interpretação do CCI foram considerados valores menores do que 0,50, entre 0,50 e 0,75, entre 0,75 e 0,90 e maiores do que 0,90, como confiabilidade fraca, moderada, boa e excelente, respectivamente (Koo e Li, 2016). Para comparação 100 e 200 metros, foram usados o Wilcoxon signed‐rank e o método de Bland & Altman. Para todos os cálculos estatísticos neste estudo, a significância foi aceita em p ˂ 0,05. Os dados foram apresentados como mediana (amplitude interquartil, que corresponde ao valor do 3° quartil menos o valor do 1° quartil). O método Bland & Altman de análise foi feito no Medcalc (versão 12.5). Todas as outras análises estatísticas foram feitas com o programa SPSS 20.0. Por fim, o cálculo do tamanho do efeito foi feito como sugerido por Field (2009).

ResultadosA) Validade

Foram encontradas correlações significativas entre a FCmáx e La (tabela 2) nos 100 metros e 200 metros, já que o teste de Wilcoxon signed‐rank não indicou diferenças entre os escores z de FCmáx e La dos 11 nadadores treinados em 100 metros (Z = −0,711; p = 0,477; tamanho do efeito = 0,21) e 200 metros (Z = −0,622; p = 0,534; tamanho do efeito = 0,19). Além disso, a plotagem de Bland‐Altman (fig. 1) apresentou elevados limites de concordância entre os valores de FCmáx e La nos 100 metros e 200 metros. Todos os indivíduos tiveram registros superiores a 18, em uma escala de 6 a 20 pontos nas avaliações de PSE. O teste de 100 metros teve valores de mediana (amplitude interquartil) de 19 (1) e o reteste na mesma metragem de 19 (0). Já no teste de 200 metros, o valor de mediana (amplitude interquartil) de PSE foi 19 (0), enquanto o reteste apresentou valores de 19 (1).

Tabela 2.

Variáveis analisadas nos testes de 100 e 200 metros crawl

Avaliado    Teste de 100 metros  Teste de 200 metros
  FCmáx(bpm)  La(mmol/L)  Tempo alcançado(segundos)  % do melhor tempo  FCmáx(bpm)  La(mmol/L)  Tempo alcançado(segundos)  % do melhor tempo 
193  11,7  69  88,41  188  8,9  163  85,89 
185  15,6  71  88,73  186  13,3  165  85,45 
190  14  73  87,67  190  13,7  179  87,71 
186  12,9  83  86,75  180  13,1  190  88,95 
181  10,9  69  85,51  185  9,3  164  85,37 
180  11,2  80  87,50  181  11,8  179  92,18 
200  9,3  83  85,54  201  11,5  186  91,94 
189  9,4  74  89,19  195  11,3  166  85,54 
192  10,2  70  87,14  191  10,4  169  85,80 
10  183  14,3  71  87,32  185  13,3  169  85,21 
11  177  8,8  80  85,00  178  179  92,74 
Mediana  186  11,2  73  87,32  186  11,5  169  85,89 
Amplitude interquartil  11  4,6  10  2,86  10  14  6,48 
Valor de p*  0,477    0,534   

bpm = batimentos por minuto; FCmáx = frequência cardíaca máxima; La = lactato sanguíneo; mmol/L = milimol por litro.

*

Teste de Wilcoxon signed‐rank para La e FCmáx calculado pelos escores Z.

Figura 1.

Bland‐Altman da FCmáx e Lactato transformados em escores z, nos 100 e 200 metros crawl. As linhas em negrito representam as médias da diferença dos escores. As linhas tracejadas representam os limites de concordância (média ± 1,96 × o desvio padrão do valor da diferença).

(0,12MB).
B) Confiabilidade

A confiabilidade interteste mostrou‐se elevada, já que não foram encontradas diferenças na FCmáx entre o primeiro e o segundo teste feito nos 11 nadadores treinados (tabela 3). Além disso, houve correlações positivas significativas entre o primeiro e segundo teste feitos nos 100 metros (r = 0,910, p ˂ 0,001) e 200 metros (r = 0,950, p ˂ 0,001). O coeficiente de correlação intraclasse para os 100 metros [CCI = 0,953 (0,834–0,987, intervalo de confiança de 95%); F(10;10) = 20.901; p < 0,001] e 200 metros [CCI = 0,938 (0,681–0,985, intervalo de confiança de 95%); F(10;10) = 22.931; p < 0,001] foram considerados excelentes. As plotagens Bland‐Altman (fig. 2) mostraram limites de concordância elevados quando comparados testes e retestes feitos em 100 e 200 metros.

Tabela 3.

Lactato (La) e frequência cardíaca máxima (FCmáx) obtidos no primeiro e segundo testes de 100 e 200 metros crawl

    Mínimo  Máximo  Mediana  Amplitude interquartil  Valor de p* 
Teste  FCmáx100(bpm)  177  200  186  11  0,776 
Reteste  FCmáx100(bpm)  176  204  186  10   
Teste  FCmáx200(bpm)  178  201  186  10  0,776 
Reteste  FCmáx200(bpm)  177  203  191  13   

bpm: batimentos por minuto.

*

Teste de Wilcoxon.

Figura 2.

Bland‐Altman do primeiro e segundo testes feitos nos 100 e 200 metros crawl. As linhas em negrito representam a média das diferenças. As linhas tracejadas representam os limites de concordância (média ± 1,96 × o desvio padrão do valor da diferença).

(0,14MB).
Comparação entre os testes de 100 e 200 metros crawl

A figura 3 apresenta a FCmáx e o La para os 11 nadadores treinados. O teste de Wilcoxon signed‐rank não indicou diferença entre 100 e 200 metros para a FCmáx (Z = −0,723; p = 0,469; tamanho do efeito = 0,22) e La (Z = −0,445; p = 0,656; tamanho do efeito = 0,13). Além disso, as plotagens de Bland‐Altman (fig. 4) apresentaram valores elevados de correlação entre as FCmáx obtidas em 100 e 200 metros.

Figura 3.

Comparação entre 100 e 200 metros crawl em relação à frequência cardíaca máxima e ao Lactato.

(0,07MB).
Figura 4.

Plotagem Bland‐Altman da FCmáx dos 100 e 200 metros crawl. As linhas em negrito representam a média da diferença dos valores. As linhas tracejadas representam os limites de concordância (média ± 1,96 × o desvio padrão dos valores da diferença).

(0,08MB).
Discussão

O presente trabalho teve como objetivo propor um teste específico para obtenção da FCmáx na natação. Dois protocolos incrementais, um com esforço máximo nos 100 metros e outro com esforço máximo em 200 metros, no nado crawl, foram comparados. A principal contribuição e originalidade desse estudo foi certificar, tendo como referência os resultados estatísticos de validade e confiabilidade, que os testes foram capazes de gerar o esforço máximo do nadador, possibilitaram assim uma importante ferramenta de controle e prescrição de treinamento.

Um teste deve medir o que foi proposto e obter assim o critério de validade. No caso do presente estudo, estabelecer um teste para determinar a FCmáx em nadadores de nível universitário. Foi possível certificar a validade dos testes propostos de várias formas. Inicialmente se podem observar na tabela 2 e figura 1 os altos valores de correlação entre a FCmáx obtida e a concentração de La obtidas tanto nos testes de 100 (p = 0,477) quanto nos testes de 200 metros crawl (p = 0,534). Outros fatores que podem certificar a validade dos testes tomam por base que todos os valores de PSE foram iguais ou superiores a 18 (ACSM, 2006) e os valores de concentração de La foram superiores a 8 mmol/L (Pyne et al., 2001). Além disso, em todas as amostras, a FC de pico obtida foi atingida, em grande parte dos testes, antes do último segundo de teste, e a presença de um platô de FC ao fim do teste permite confirmar que os nadadores tiveram seus testes classificados como máximos (Tanaka et al., 2001). Dessa forma, foi possível considerar que os testes apresentaram uma validade elevada, visto que os critérios adotados se mostraram positivos de acordo com as expectativas.

Comprovada a validade do teste, fez‐se também neste trabalho uma análise metodológica em relação às fases de aquecimento e parte de esforço máximo quanto a sua metragem e aos resultados de FC obtidos. A maior parte dos estudos em natação usa protocolos de step‐test incremental. Esse tipo de protocolo pode gerar um maior desgaste físico ao atleta com um tempo total de teste maior para se atingir a FCmáx. Ganzevles et al., (2017) relatam que para a amostra do seu estudo foi necessária uma distância de nado de pelo menos 250 metros para que a FC se estabilizasse nos últimos 30 segundos de cada repetição do step‐test incremental. Após um aquecimento padronizado havia um descanso para o início do teste e entre cada step o atleta também tinha um período de descanso.

Já o protocolo usado no presente estudo envolveu uma parte de aquecimento progressivo seguido de uma parte de esforço máximo sem interrupção. Esse procedimento permite uma adaptação progressiva ao esforço, com um melhor ajuste cardíaco entre a condição de FC de repouso para a condição máxima nos testes (Scolfaro et al., 1998). Cabe lembrar que o grupo avaliado compreendeu nadadores já habituados à dinâmica de treinamento com distâncias muito superiores. Nesse caso, essa dinâmica não se aplica a nadadores iniciantes, com pouco domínio da técnica, em que essa distância de aquecimento já poderia comprometer o resultado da parte principal.

Foi encontrado apenas um estudo que usou esse protocolo sem interrupção, mas o registro da FC não aconteceu durante toda a dinâmica do teste. A FC foi registrada na parcial de 50 metros e no fim do teste, nos 100 metros, e foi considerado o maior valor como a FCmáx obtida (Scolfaro et al., 1998). Esse método pode influenciar negativamente, visto que após uma interrupção de um esforço a FC diminui, principalmente se o atleta tiver uma grande capacidade de recuperação.

Quando analisada a confiabilidade dos testes, espera‐se um valor elevado de correlação dos resultados apresentados no teste comparados com a sua subsequente execução (teste‐reteste). De acordo com os resultados, pode‐se observar um valor muito elevado para os testes nas metragens de 100 e 200 metros (p = 0,91 e 0,95, respectivamente), o que qualifica os processos propostos. Para fazer a análise da objetividade do teste, o reteste foi aplicado por um avaliador diferente do primeiro dia, no qual também se obteve excelente correlação, visto que a boa execução depende, em grande parte, do avaliado. Não foram encontradas diferenças estatísticas quando comparados valores de FCmáx entre as duas distâncias propostas. Isso implica que, para esse público, ambas as distâncias são úteis para se obter a FCmáx.

Na literatura são encontrados alguns estudos que fizeram a comparação de diferentes distâncias e obtiveram valores de FCmáx semelhantes ao encontrado no presente estudo. Comparando as distâncias de 50, 100, 150, 200 e 250 metros nado crawl, em atletas de 13 a 16 anos, do sexo masculino, Dinardi e Marins (2003) não encontraram diferenças significativas entre as distâncias de 100, 150 e 200 metros. Apesar de a idade da amostra do estudo citado ser diferente da amostra do presente estudo, os resultados corroboram ao encontrar uma resposta cardíaca semelhante entre as distancias de 100 e 200 metros, com valores da FCmáx próximos a 180 bpm.

Outros dois estudos usaram as distâncias de 100 e 200 metros. Nogueira et al. (2003), para investigar a FCmáx em três distâncias (100, 150 e 200 metros) de nado crawl, usou um método similar a do presente estudo, porém com um tempo de pausa entre a parte de aquecimento progressivo e o esforço máximo. Além disso, foi usado outro sistema de monitoramento da FC, em que ela era registrada a cada cinco segundos durante todo o percurso. Apesar dos testes apresentarem algumas diferenças em relação ao presente estudo, os resultados corroboram, não se encontraram diferenças significativas na FCmáx entre as distâncias de 100m e 200m crawl. Cielo et al. (2007) também aplicaram testes máximos de 100 e 200m crawl em atletas de natação e encontraram valores acima de 180 bpm para as duas distâncias.

Diante dessas informações e analisando os resultados obtidos no presente estudo, como não houve diferença, tanto nos valores de FC quanto nos valores de PSE e concentração de lactato, sugere‐se usar a distância de 100 metros no esforço máximo do teste. Isso se deve à sua praticidade, que torna a dinâmica de teste mais rápida, principalmente quando houver um grande número de nadadores para serem avaliados no mesmo instante.

Com vistas a aprimorar a qualidade dos dados obtidos, recomenda‐se ter atenção quanto: a) fazer o teste máximo sempre no mesmo horário, preferencialmente no horário de treino do avaliado, evitar interferências do ritmo biológico circadiano e se aproximar da realidade de treino (Afonso et al., 2006); b) controlar a temperatura da água (Psycharakis, 2011); c) estabelecer o mesmo tipo de estímulo motivacional externo aplicado, como gestos e assovios, que, quando diferentes entre teste e reteste, podem ser indicados como fatores influenciadores dos resultados.

É fundamental o uso de monitores cardíacos com registro dos batimentos a cada segundo, o que aumenta a precisão e diminui o risco de se perder o registro da maior FC em algum intervalo não registrado. Quanto maior o número de variáveis a serem controladas (PSE, concentração de lactato no sangue e percentual do melhor tempo), mais precisos serão os resultados. Recomenda‐se também o reteste a cada dois meses aproximadamente, já que a FCmáx pode sofrer alteração de acordo com o período/ciclo de treinamento (Zavorsky, 2000).

Uma limitação deste estudo foi a ausência da análise de gases respiratórios devido à dinâmica do teste, o que poderia confirmar a condição máxima do protocolo empregado pelo QR. No entanto, foram feitas outras formas de controle (PSE, concentração de lactato sanguíneo e percentual do melhor tempo), indicaram claramente a elevada intensidade dos testes e consequentemente sua validade. Outra possível limitação foi quanto ao número restrito de avaliados, porém, em busca de um refinamento metodológico, a amostra necessitava ser homogeneizada e concentrar‐se em nadadores de características biológicas, físicas e técnicas semelhantes, a fim de controlar possíveis vieses intervenientes nos resultados deste estudo.

Os achados do estudo se referem ao nado crawl. Sugere‐se a partir deste trabalho a reprodução deste estudo em outros grupos populacionais de nadadores de alto nível. É necessário também ampliar as investigações para as outras técnicas de nado (costas, peito e borboleta), uma vez que têm dinâmicas de movimentos diferentes e demandam gastos energéticos diferentes.

Como aplicação prática, estabelecer a FCmáx na natação se faz necessário para: (i) prescrição de intensidades de treinamento a partir do conceito de FC de reserva (Ganzevles et al., 2017); (ii) estimar valores de VO2pico na natação, por fórmulas baseadas em valores de FCmáx (Chaverri et al., 2016); e (iii) monitorar a FCmáx durante a temporada, uma vez que ela pode ser alterada com o aumento do desempenho (Zavorsky, 2000).

Conclusão

Tanto o teste de 100 quanto o teste de 200 metros, feitos em máxima intensidade e precedidos de um aquecimento de 400 metros em intensidade moderada em natação, são capazes de gerar, com precisão, a FCmáx de nadadores de nível universitário.

Financiamento

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior ‐ CAPES ‐ Brasil ‐ Código de financiamento 001.

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais ‐ FAPEMIG ‐ Brasil ‐ 12040.

Conflitos de interesse

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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Copyright © 2019. Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte
Idiomas
Revista Brasileira de Ciências do Esporte

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